Previsões económicas

Crise deixa Portugal à beira dos 500 mil desempregados

Publicado em 15 de Maio de 2009   
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O governo estima que o PIB português vá recuar 3,4 por cento em 2009, ao mesmo tempo que o défice deverá agravar-se para 5,9 por cento (contra a previsão de 3,9% feita em Janeiro), e uma taxa de inflação de 0,5 por cento.

As previsões do executivo, em linha com as do Banco de Portugal são, ainda assim, mais positivas.

O ministro de Estado e das Finanças, Teixeira dos Santos, anunciou que, de acordo com as novas previsões do executivo, a taxa de desemprego deverá subir para 8,8 por cento (face aos 8,5 por cento da última previsão). O Governo estima fechar o ano com uma inflação de 0,1 por cento, inferior em 1,1 pontos percentuais à última estimativa apresentada.

O ministro das Finanças prevê que as exportações sofram uma quebra de 11,8 por cento e o investimento (público e privado) caia 14,1 por cento. Teixeira dos Santos valorizou a perspectiva mais optimista de Jean-Claude Trichet, presidente do Banco Central Europeu, que disse acreditar que a economia europeia esteja a entrar em processo de desaceleração, mas sublinhou que "podemos estar a chegar a um ponto de viragem mas a crise não acabou".

A estimativa rápida do Produto Interno Bruto (PIB) do INE aponta para uma diminuição de 3,7% do PIB no 1º trimestre de 2009 face ao período homólogo. O PIB no 1º trimestre de 2009 registou uma variação de -1,5% face ao trimestre anterior, ou seja, em comparação com os últimos três meses de 2008. A forte contracção, em termos homólogos do PIB no 1º trimestre, esteve sobretudo associada à redução das exportações de bens e serviços, do investimento e, em menor grau, das despesas de consumo das famílias.
O Presidente da República, Cavaco Silva, recusou comentar na Turquia os números divulgados sobre a economia portuguesa. “Quanto aos números que foram divulgados hoje, tenho-os ali na algibeira mas estão na algibeira do casaco”, disse aos jornalistas, durante uma visita à região da Capadócia, na Turquia. O Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgou hoje que a taxa de desemprego estimada para o 1º trimestre de 2009 foi de 8,9%.

A população desempregada chega assim às 495,8 mil pessoas, o que representa, segundo o INE, um acréscimo de 16,1% em relação ao número de desempregados nos três primeiros meses do ano passado.

Em reacção à previsão do INE, o ministro do Trabalho e da Segurança Social, Vieira da Silva, considerou "significativo" e "preocupante" e assegurou que o combate ao desemprego é uma das prioridades do Governo.

"É uma realidade preocupante. A nossa preocupação principal continua a ser o combate ao desemprego", afirmou o ministro em declarações aos jornalistas no Parlamento.

 



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