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OCDE alerta para o excesso de créditos bancários na China

Publicado em 02 de Fevereiro de 2010   
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A Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico (OCDE) saudou hoje o papel da China no "relançamento da economia global", mas alertou que o excesso de créditos bancários pode "ameaçar a estabilidade" das instituições financeiras do país.

"A China afasta-se rapidamente da crise e foi um motor de crescimento para a economia global", disse Pier Carlo Padoan, vice-secretário da OCDE ao apresentar um estudo da organização sobre a economia chinesa.

A retoma chinesa, acentuou, "deve-se, largamente, às medidas de relançamento do Governo", que são, também, "largamente baseadas nos investimentos em infraestruturas e no crédito".

Segundo a OCDE, "os bancos chineses têm-se mantido, até agora, abrigados da recessão mundial", mas "a aceleração de novos empréstimos desde 2009 comporta o risco de um aumento de créditos malparados nos próximos anos".

A organização, com sede em Paris, defendeu também a valorização da moeda chinesa, o yuan, juntando-se aos Estados Unidos e à União Europeia.

"É apropriado que a taxa de câmbio se valorize", disse Pier Carlo Padoan.

Estados Unidos e União Europeia consideram que a cotação do yuan está artificialmente baixa, favorecendo as exportações chinesas, mas até agora o Governo tem recusado valorizar a sua moeda.

Entre 2005 e 2008, o yuan valorizou 20 por cento em relação ao dólar, mas depois pouco tem flutuado, apesar da acentuada descida da cotação da moeda norte-americana.



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