Manuel Alegre disse hoje que ao anunciar a sua candidatura à Presidência da República não é sinónimo de pressão para que os partidos políticos tomem uma posição quanto ao candidato que apoiam.
"A minha candidatura não obriga nem pressiona ninguém", disse o histórico socialista num almoço organizado no Porto pelo Movimento de Intervenção e Cidadania (MIC), numa resposta aos que criticam o facto de se ter mostrado disponível para se candidatar sem esperar pela apoio do PS.
Por essa razão, e reforçando que a sua disponibilidade para concorrer a Belém está além das questões partidárias, Alegre assegurou: "Não serei candidato em nome de nenhum partido".
Ainda durante o discurso, Alegre explicou que quer ser o garante da estabilidade governativa.
"Não me candidatarei para governar, nem terei como objectivo principal e imediato criar as condições para demitir o actual governo na primeira oportunidade", assegurou.
Ainda sobre o mesmo tema e numa crítica a Cavaco Silva, Alegre considerou que é preciso que o Presidente da República promova uma cultura de responsabilidade.
"É desejável, especialmente em períodos de crise, que o Presidente exerça a sua magistratura de influência e promova uma cultura de responsabilidade, mas não no sentido de patrocinar alianças nem de interferir no consenso ou dissenso que tem o seu lugar próprio: a Assembleia da República".
Ao príncipio da tarde, no Porto, José Sócrates voltou a ser questionado sobre a posição do PS face à candidatura de Manuel Alegre e mais uma vez preferiu não responder.




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