Dos medicamentos inovadores aprovados nos últimos três anos pela Agência Europeia do Medicamento, menos de um terço está disponível para os doentes em Portugal devido à demora da "luz verde" do Infarmed. A denúncia partiu da Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica (Apifarma) e foi hoje divulgada pelo jornal Público.
De acordo com a Apifarma, o tempo médio de aprovação das novas substâncias na Autoridade Nacional para o Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed) ultrapassa um ano e pode mesmo demorar quase o dobro. Há duas semanas, a própria ministra da Saúde reconheceu no Parlamento os "atrasos" na autorização de medicamentos inovadores e comprometeu-se a rever a situação.
Contudo, ao Público, o Infarmed contrapôs que os médicos podem sempre pedir uma autorização de utilização especial (AUE) para os medicamentos inovadores. O método tem sido utilizado em "centenas" de casos e demora poucos dias, acrescenta. Ainda assim, há médicos que lamentam dificuldades no acesso a estes medicamentos, cujos entraves de aprovação afectam mais a área das terapêuticas oncológicas e dos medicamentos para doenças raras.




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