Cinema

Dez filmes gay que todos deviam ver antes de morrer

Publicado em 15 de Maio de 2009   
No dia em que começa o ciclo de cinema LGBT, a associação Rede Ex Aequo sugere alguns filmes
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Se há um cinéfilo em cada um de nós, pode ser que também haja um cinéfilo dentro do armário em cada um de nós. Hoje arranca o 6.o Ciclo de Cinema LGBT, promovido pela Rede Ex Aequo - associação de jovens lésbicas, gays, bissexuais, transgéneros e simpatizantes - que propõe três dias (15, 16 e 17) de cinema à margem. Antes das projecções, ficam as sugestões de dez filmes gay obrigatórios para minorias informadas ou maiorias curiosas.

Fogo, de Deepa Mehta Duas mulheres indianas com casamentos infelizes tornam-se amigas - e dessa amizade nasce uma relação homossexual. Foi o primeiro filme indiano gay e gerou uma série de protestos. Bárbara Pires, presidente da Rede Ex Aequo, destaca em "Fogo" a "sexualidade numa cultura com regras sociais e religiosas muito severas".

A Minha mãe gosta de mulheres, de Inés París Três irmãs descobrem que a mãe voltou a apaixonar-se. Convidadas para conhecer o seu novo amor, ficam em choque ao saber que o namorado é afinal uma mulher mais nova. Bárbara escolheu o filme pelo tema: "Coming out após a meia-idade e reacção de amigos e familiares."

Assunto de Meninas, de Léa Pool Mary, Tori e Pauline partilham um dormitório num colégio interno. Juntas vão enfrentar dúvidas quanto à orientação sexual. "Amor na adolescência de duas raparigas vivido num ambiente repressivo, o que tem consequências trágicas", comenta a presidente da Ex Aequo.

Milk, de Gus Van Sant Biografia do activista dos direitos homossexuais Harvey Milk. Realizado por Gus Van Sant, valeu a Sean Penn o segundo Óscar da carreira. Retrato fiel de "um período de repressão e de tentativa de supressão de direitos gay", acrescenta Bárbara Pires.

Tempestade de Verão, de Marco Kreuzpaintner Dois jovens num campo de férias preparam--se para uma prova de remo. Entre dúvidas sobre o seu grau da sua amizade, chega uma equipa de remo gay e a confusão instala-se na cabeça dos protagonistas. Escolhido pela "história de coming out na adolescência".

O segredo de Brockeback Mountain, de Ang Lee Polémico drama vencedor de três Óscares, conta a história de dois cowboys apaixonados. Bárbara Pires assinala "as consequências da homofobia e da repressão social que cria vidas duplas, não vividas na plenitude".

A minha vida em cor-de-rosa, de Alain Berliner Uma tragicomédia sobre Ludovic, uma criança do sexo masculino que acredita ter nascido no corpo errado. Destacada pela "reacção dos pais e pelo ambiente social".

Transamerica, de Duncan Tucker Um road movie de pai e filho, mas onde o pai é transsexual. Obrigatória pela forma como são mostradas "as discriminações e restrições vividas pelos transexuais no seu processo de reatribuição de sexo", aponta Bárbara Pires.

Os rapazes não choram, de Kimberly Peirce Filme que valeu um óscar a Hillary Swank e onde "a homofobia e a transfobia se confudem", assinala Bárbara.

But I'm a Cheerleader, de Jamie Babbit Comédia que satiriza estereótipos e indecisões de adolescência. "As reacções dos pais e as tentativas de cura ou conversão à heterossexualidade tornam este filme essencial", do ponto de vista da presidente da Ex Aequo.



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