A secretária de Estado da Igualdade, Elza Pais, fez hoje votos para que a crise seja uma oportunidade de construir uma sociedade mais justa, "onde não haja pessoas discriminadas, independentemente das características que transportem".
Elza Pais esteve hoje em Viseu na cerimónia de assinatura dos termos de aceitação de 52 contratos de projetos de vários pontos do país aprovados no âmbito do Eixo 7 - Igualdade de Género do Programa Operacional Potencial Humano, na tipologia referente ao Apoio Técnico e Financeiro às Organizações Não Governamentais (ONG).
"Estes projetos vão permitir-nos relançar a economia", considerou a governante, explicando que, além de contribuírem "para uma nova coesão social, um novo paradigma de relacionamento entre as pessoas", vão também "empregar muitas pessoas".
Frisou que os projetos darão "mais trabalho a mulheres do que a homens", uma vez que são elas "que mais sofrem situações de desemprego e que mais dificuldades têm em arranjar o primeiro emprego, mesmo quando têm boas qualificações profissionais".
"Portanto, ao dinamizarmos toda esta rede, estamos a construir novos valores e a angariar mais trabalho para as pessoas, no sentido de podermos com esta dinâmica relançar a nossa economia", frisou.
Elza Pais referiu que no que respeita ao Eixo 7, nas suas quatro tipologias, estão "no primeiro concurso e no segundo que se inicia agora 42 milhões de euros já inscritos".
"Destes 42 milhões de euros, a tipologia 7.3 (Apoio Técnico e Financeiro às ONG), cujos termos de aceitação acabaram de assinar, envolve o montante na primeira e na segunda candidatura de 15 milhões de euros", num total de mais de 130 projetos, frisou.
O distrito de Viseu, com este segundo concurso tem 1,2 milhões de euros, contando a tipologia 7.3 com a grande fatia, de cerca de 800 mil euros.
"Todos estes projetos pretendem dinamizar as redes sociais, promover a conciliação entre a vida pessoal, profissional e familiar, para que possamos desenvolver as nossas potencialidades", justificou Elza Pais.
Defendeu que "é preciso pôr fim a um percurso errado de desenvolvimento da sociedade", onde aos homens cabia o desenvolvimento das suas potencialidades profissionais e à mulher cuidar da família.
A agência Lusa adoptou do novo Acordo Ortográfico.




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