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Produtos portugueses com mesma qualidade que os estrangeiros... menos no preço

por i com Agência Lusa, Publicado em 30 de Janeiro de 2010   
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Os produtos portugueses têm a mesma qualidade que os de origem estrangeira, segundo a maioria (52 por cento) dos inquiridos num estudo da Netsonda, a pedido da AEP, sobre a campanha "Portugal. A minha primeira escolha". No entanto, quase metade (48 por cento) dos inquiridos considera que os produtos portugueses têm preço mais elevado, enquanto que para um terço os valores são iguais aos produtos estrangeiros, segundo o estudo a que a Lusa teve acesso.

O inquérito realizou-se durante janeiro e foram entrevistadas 819 pessoas. O estudo indica ainda que a qualidade e o preço são os aspetos mais valorizados pelos portugueses no momento da compra.

São os jovens, dos 18 aos 34, quem valorizam mais o preço, o aspeto da embalagem, ter visto publicidade, o prestígio e a compra por hábito, enquanto "as mulheres valorizam mais o preço e a compra da marca por razões de hábito", de acordo com o estudo.

Os produtos portugueses de vestuário são considerados iguais pela maioria dos entrevistados, mas mais caros por 39 por cento dos entrevistados, enquanto 35 por cento aponta para valores similares.

Já os produtos para a casa "são vistos como iguais aos estrangeiros pela maioria. O preço é considerado igual por quase metade e a qualidade igual pela maioria dos entrevistados".

Relativamente aos produtos de tecnologia portuguesa, "são vistos como piores ou iguais aos estrangeiros por 89 por cento", refere o mesmo estudo encomendado pela AEP-Associação Empresarial de Portugal para aferir o grau de notoriedade da campanha "Portugal. A minha primeira escolha", lançada em maio do ano passado.

Esta auscultação permitiu ainda verificar que "a assinatura "Compro o que é nosso" foi reconhecida pela maioria dos entrevistados (52 por cento) enquanto "Portugal. A minha primeira escolha" foi reconhecida por 49 por cento.  No topo ficou "Sabe bem pagar tão pouco", com 92 por cento.

Na televisão (onde 72 por cento dos inquiridos assistiu à campanha), na Internet e nos supermercados a campanha foi mais reconhecida pelos jovens dos 18 aos 24 anos. "A população da grande Lisboa reconhece mais fortemente a campanha da Internet", conclui-se no relatório.

Esta campanha de promoção daquilo que se faz no país ficou associada às mensagens: "os produtos feitos em Portugal ajudam as empresas portuguesas" (73 por cento); geram emprego para o país (72 por cento) e contribuem para o PIB (65 por cento).

Este texto está escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico a que a agência Lusa aderiu.



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