Sempre a correr, o tempo para actualizar o blogue tem faltado, como se nota. Nos intervalos, dão-se escapadelas à Feira do Livro de Lisboa, como no fim-de-semana passado.
A chuva ameaçava há dias e acabou mesmo por encharcar o Parque Eduardo VII, os visitantes mais desprevenidos e até alguns livros que sofreram com as inflitrações dos novíssimos pavilhões deste ano.
Mas havia gente, muita. E bons livros para comprar. Subindo pela ala esquerda - que não tem alfarrabistas e por isso me apetece sempre menos - a primeira paragem com direito a compras aconteceu na Livros do Brasil. Três títulos por 5 euros: "O Jovem Törless", de Robert Musil; "A Mulher Leopardo", de Alberto Moravia; e "O Buscão", de Francisco de Quevedo. Mais à frente, o mimo na Relógio d'Água foi "Parasceve", de Maria Gabriela Llansol (2,5 euros). E só foi preciso trocar de rua (e de poça) para não resistir a entrar na obra de Albert Cossery por "A Casa da Morte Certa", com culpas para a Antígona e a nota de 5 euros que saltou do bolso.
Já com a chuva a cair forte, a descida pela outra alameda da feira fez-se rápida e apenas com paragem na Letra Livre, livraria com tiques de alfarrabista que também anda por ali. E valeu bem a molha: "Fausto", de Goethe, e "O Adeus às Armas", de Hemingway, vieram para casa, cada qual por 5 euros.
Agora falta arranjar tempo para ler isto e as outras coisas que se amontoam.
Hélder Beja




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