Cavaco Silva "é um ditador". É desta forma que Belmiro de Azevedo vê o actual presidente da República, em entrevista dada à "Visão". O empresário explica porquê: "mandou quatro amigos meus, dos melhores ministros para a rua, assim de mão directa". Já Manuel Alegre "devia ter juízo (...) no final do mandato já terá 80 anos".
Também José Sócrates não foi poupado. Belmiro afirma que "o primeiro-ministro telefona ou manda telefonar com muita frequência" e em relação ao ministro das Finanças salienta que "muitas vezes as promessas são feitas sem o Teixeira dos Santos assinar por baixo".
Em relação à governação, o responsável diz não ao bloco central e aponta as suas razões. "Senão vira ditadura a dois, compadrio. Neste momento, e quase direi por felicidade, não há um Governo de maioria". Já ao nível da democracia, refere que se "criou um sistema em que o povo vota pelas festas, frigoríficos e passeios".
Quanto a Manuela Ferreira Leite, Belmiro diz apenas que "teve muitos anos de trabalho, mas no Estado. Nunca dormiu mal por ter a responsabilidade de saber como pagar salários", salientou à mesma revista.
Contra obras públicas
"Acabe-se com o devaneio das obras grandes obras". É assim que o empresário analisa os grandes projectos de obras públicas defendidos pelo Governo, como o TGV e o novo aeroporto.
Belmiro acredita que os salários são baixos, "só o pessoa do meio é que ganha mais". Em relação à Sonae, o empresário diz apenas " é incorruptível".




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