O Fórum Económico Mundial de Davos, Suíça, reúne todos os anos nas montanhas suíças um conjunto de empresários e dirigentes políticos para discutir os problemas mundiais, tendo este ano como destaque a reconstrução do Haiti,
Acusado muitas vezes de promover uma visão exclusivamente capitalista e liberal do mundo, a reunião organizada desde 1971 pelo Fórum Económico Mundial (WEF, na sigla inglesa) é vista como o ponto de encontro dos ricos e poderosos.
O objectivo do WEF é "melhorar o estado do mundo" e a sua reunião anual, que este ano decorre de 27 a 31 de Janeiro, é ocasião de muitos anúncios de carácter filantrópico.
A edição deste ano do WEF decorre cerca de três semanas depois do violento sismo que devastou o Haiti, tendo agendada uma sessão de última hora sobre a reconstrução do Haiti.
Durante o Fórum, a pequena cidade de Davos, na Suíça, é invadida por mais de 2.500 participantes e centenas de jornalistas, que estarão sob o olhar de um dispositivo de segurança de 5.000 militares.
Mais de 200 debates vão marcar os cinco dias do Fórum, com temas como "Repensar a segurança energética" ou "A economia da felicidade".
O encontro, criado pelo professor de economia Klaus Schwab e gerido por uma organização totalmente privada, vai reunir na sua 40.ª edição cerca de trinta chefes de Estado e de governo, bem como numerosos ministros.
São esperados, entre outros, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, bem como o chefe do governo espanhol, José Luis Zapatero.
Davos conduziu, algumas vezes, a avanços, como aconteceu em 1988, data da assinatura de uma declarações greco-turca ou em 1992, data do reencontro entre Klerk e Mandela.
Mas também originou disputas, como a que opôs, na edição de 2009 do Fórum, o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, e o presidente israelense, Shimon Peres.




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