Quando Marat Safin subiu à liderança do ranking ATP pela primeira vez, Dinara era apenas uma jovem rapariga de 14 anos que começava a preparar em Espanha o futuro no ténis. Como qualquer irmão mais novo, neste caso irmã, via no mais velho um exemplo a seguir. É assim com a maior parte dos irmãos mais novos. Os mais velhos são sempre vistos como exemplos e cresce um sentimento de competição, como que o valor próprio só se pudesse validar se se ficar mais forte, alto ou mesmo melhor numa qualidade específica.
Ao chegar a Madrid, talvez influenciada pela imprensa espanhola, Dinara Safina, a actual número um do ranking WTA, cortou o cordão familiar e falou em Rafael Nadal: "Antes admirava o meu irmão, agora é Nadal".
Marat, o especialista em quebrar material desportivo e com um humor de desconfiar caiu no esquecimento. Para Dinara, já não valerá a pena continuar a ter um termo de comparação obsoleto e sem valor reconhecido. Marat abandonou a elite do ténis, que agora é liderada por Rafael Nadal e... Dinara.




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