Especialista BD
Bandas desenhadas
por Miguel Freitas da Costa, Publicado em 22 de Janeiro de 2010
Foi na América que nasceu a expressão "comic strips", que traduzimos em francês de Portugal por "banda-desenhada". Falta à versão latina o lado cómico (ingleses e americanos também lhes chamam "funnies", por sinal), mas acabou por ser mais objectiva e exacta por um longo período da história da espécie.
Sou do tempo em que chamávamos à "nona arte" histórias em quadradinhos. Era a sua época de ouro - que como toda a gente sabe é, em muita coisa, a dos nossos anos de infância e primeira juventude. Longe, agora, desse mundo encantado - e hoje quase nunca, para o meu gosto reaccionário, encantador, vou na mesma acompanhando à distância os festivais (o da Amadora tem vinte anos...), a Bedeteca, os artigos, as publicações, as notícias. Estou convencido de que temos em Portugal muitos dos mais documentados e interessantes cultores e apaixonados da chamada banda-desenhada. Temo, no entanto, que esse universo, tal como o conhecemos, tenha entrado em implosão e seja já outra coisa - o quê?
Li recentemente, em palavras de um conhecedor, que "a BD portuguesa atravessa um (potencial) bom momento". Talentos não nos faltam - e reconhecidos até no país do "lá fora".
Este espaço é habitualmente preenchido à sexta-feira por Cristóvão Gomes. Dado o seu impedimento esta semana, publicamos um depoimento de Miguel Freitas da Costa, que tem feito toda a sua vida profissional no mundo dos livros.
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Artigo: Bandas desenhadas
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