Neurociência
Campeões de videojogos têm cérebros maiores
Publicado em 22 de Janeiro de 2010
Estudo da Universidade do Illinois, nos Estados Unidos, revela os segredos dos melhores jogadores de videojogos: certas regiões do cérebro são maiores
Afinal, pode haver uma razão científica para algumas pessoas serem autênticos especialistas a jogar Playstation, Playstation Portable, X-Box ou Wii, e outras serem um verdadeiro desastre. Investigadores da Universidade do Illinois, nos Estados Unidos, descobriram que certas regiões do cérebro são maiores nos bons jogadores do que nos maus.
Os resultados "podem ajudar a compreender como as diferenças individuais contribuem para diferenças cognitivas e como podemos melhorar algumas funções do cérebro, aumentando o volume dessas regiões", explicou à BBC o co-autor do estudo Arthur F. Kramer, professor de neurociência e psicologia na Universidade do Illinois em Urbana e Champaign.
Usando um velho jogo de vídeo chamado "Space Fortress", os investigadores mediram o tamanho de regiões do cérebro específicas de 42 participantes - com idades compreendidas entre os 18 e os 28 anos - antes de começarem a jogar.
Depois de concluírem que os estudantes universitários demoravam apenas uma média de 20 horas a tornarem-se bons jogadores, foram mais longe e tentaram descobrir relações entre as diferentes dimensões das regiões do cérebro que tinham sido medidas e a forma como alguns participantes tinham aprendido de forma mais rápida e eficiente todos os truques do jogo.
"Queríamos perceber se as diferenças individuais são importantes e podem explicar como algumas pessoas aprendem com facilidade uma nova e complexa competência durante um período de tempo limitado", explicou Arthur F. Kramer. "Decidimos olhar para essas áreas porque têm sido feitas decobertas importantíssimas sobre os circuitos neuronais que contribuem para a aprendizagem de novas tarefas e habilidades."
Os resultados mostraram que sobretudo a região do striatum, localizada no córtex cerebral, é maior nos cérebros dos melhores jogadores. "Maior significa melhor neste caso, pelo menos entre os tecidos saudáveis", esclareceu Kramer.
Segundo os investigadores, o estudo confirma ainda que partes dessa região do cérebro são responsáveis pela nossa capacidade de aprender novos conceitos e de nos adaptarmos a situações de mudança.
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