Os oito agentes da polícia chinesa mortos no sismo que arrasou o Haiti há uma semana foram hoje sepultados no Cemitério dos Revolucionários de Babaoshan, em Pequim, reservado aos heróis e altos funcionários do país.
Os corpos, encontrados entre os escombros da sede da ONU em Port-au-Prince, chegaram ao princípio da manhã ao aeroporto internacional de Pequim, onde eram aguardados por um dos nove membros do Comité Permanente do Politburo do Partido Comunista Chinês, a cúpula do poder na China.
Quatro dos agentes faziam parte da força de manutenção de paz da ONU no Haiti e os restantes integravam uma delegação do ministério chinês da Segurança Publica que chegou ao país horas antes do sismo.
Zhou Yongkang, o mais alto representante da liderança chinesa presente nas cerimónias fúnebres, descreveu os oito agentes como “excelentes filhos da nação”.
As forças de manutenção de paz da ONU no Haiti integram 125 agentes da polícia chinesa.
Apesar de não ter relações diplomáticas com aquele país, a China enviou logo para Port-au-Prince uma ajuda de emergência e uma equipa de salvamento, constituída por 50 elementos.
Haiti é um dos poucos países que mantém relações diplomáticas com Taiwan, a ilha onde se refugiou o antigo governo chinês depois da tomada do poder pelo Partido Comunista, em 1949, e que Pequim considera uma província da China.




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