TGV: Espanhóis lideram corrida à terceira travessia do Tejo

Publicado em 18 de Janeiro de 2010   
Proposta com nota mais alta "poupa" 300 milhões na construção, mas é contestada pelos concorrentes
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Os consórcios TAVE Tejo, liderado pelos espanhóis da FCC, e Altavia Tejo, da Mota-Engil, foram os concorrentes seleccionados para a fase de negociações do concurso para o troço Poceirão/Caia da linha de alta velocidade Lisboa/Madrid que inclui a terceira travessia do Tejo.
O relatório do júri, comunicado na sexta-feira aos concorrentes, coloca em primeiro lugar destacado o consórcio da FCC Construccion, que integra ainda Ramalho Rosa, Conduril, Cimolai, Impregilo e EHST. Com quase metade da pontuação ficou o agrupamento da Mota-Engil, que já atacou vários dos aspectos da proposta da TAVE, pedindo inclusive a sua exclusão do concurso. O consórcio da FCC "arrasou" ao propor um preço quase 300 milhões de euros inferior ao segundo mais baixo para a construção do troço e uma proposta também mais económica para os custos de manutenção.
De fora da corrida ao troço, fica para já o agrupamento da Brisa e Soares da Costa. Mas o consórcio Elos, que ganhou o primeiro concurso desta linha de TGV, ficou com uma pontuação muito próxima do segundo classificado, soube o i. Os concorrentes têm cinco dias para contestar a classificação em audiência prévia e, dada as críticas públicas já feitas à proposta que teve a nota mais alta, é de prever que a contestação não fique por aqui. Caso o júri mantenha a classificação e esta seja confirmada pelo governo, poderá haver impugnação no tribunal administrativo, o que seria uma estreia no concurso para o TGV.
São várias as falhas apontadas pela Altavia à proposta da FCC, que é acusada de não cumprir o caderno de encargos. A mais grave refere o risco de segurança pela quantidade de betão e aço previstas na construção e a redução para metade da espessura das torres de sustentação da futura ponte Chelas/Barreiro, o que poderá, no entender deste concorrente, comprometer a capacidade da estrutura para resistir à carga normal. Apesar das críticas, há quem lembre que ainda não está em causa um projecto de construção, mas apenas uma proposta.


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