Accionistas portugueses da CIMPOR "não têm tido juízo", diz Mira Amaral

Publicado em 15 de Janeiro de 2010   
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O ex-ministro e actual presidente executivo do Banco BIC disse hoje à Lusa que o interesse dos dois grupos brasileiros nos activos da Cimpor são “perfeitamente normais”, motivadas pela "falta de juízo" e entendimento dos accionistas portugueses.

“São propostas normais de grupos que têm interesse num excelente activo chamado Cimpor. O problema é que os accionistas portugueses não têm tido juízo, não se entendem e obviamente criaram esta oportunidade de mercado detectada pelos brasileiros”, afirmou Mira Amaral, à margem da cerimónia de abertura da primeira edição da Pós-graduação em Criação de Empresas na área do Turismo, na Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril.

Sobre o facto de se tratar de um investimento estrangeiro numa empresa portuguesa, Mira Amaral considerou “essencial” para o país, embora com algumas ressalvas no que respeita ao negócio com a Cimpor.

“Precisamos de investimento estrangeiro. Agora, se gostamos ou não que uma empresa como a Cimpor caia em mãos estrangeiras isso é outra história, mas os accionistas portugueses da cimenteira têm se posto a jeito e devem usar da inteligência do seu posto”, rematou o economista.

A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) anunciou, a 18 de Dezembro, o lançamento de uma OPA sobre a totalidade do capital da Cimpor, oferecendo 5,75 euros por cada acção, uma oferta que foi, no entanto, rejeitada pelo conselho de administração da cimenteira.

Na semana passada, o também grupo brasileiro Camargo Corrêa fez uma proposta de fusão de activos à cimenteira portuguesa, onde propõe a aquisição de uma participação "inferior a 50 por cento do capital social e dos votos" da Cimpor após a fusão e a distribuição de um dividendo



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