O avião C-130 que leva a missão portuguesa, com cerca de 30 elementos, que prestará auxílio às vítimas do terramoto no Haiti descolou pouco depois das 17:00 do aeroporto de Figo Maduro, em Lisboa, rumo a Barbados, nas Caraíbas.
A catástrofe humanitária provocada pelo sismo de terça-feira, no Haiti, que poderá ter provocado 50 mil mortos, segundo a Cruz Vermelha, está a mobilizar forte auxílio, a nível internacional.
O voo da Força Aérea, inicialmente previsto para quinta-feira, e que foi hoje várias vezes adiado, não segue, porém, directamente para o local da catástrofe. Faz uma escala em Cabo Verde e uma outra em Barbados, onde esperará autorização para viajar para o Haiti.
A missão portuguesa hoje enviada é constituída por um grupo do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), para a área de emergência medica e acções de socorrismo e de pequena cirurgia, da Força Especial de Bombeiros para a montagem, organização e funcionamento do campo, uma representante do Instituto de Medicina Legal para aspectos relacionados com a medicina forense, e por uma equipa de cinco pessoas da AMI.
Pouco antes da descolagem, o ambiente do aparelho era animado. Membros da equipa do INEM jogavam às cartas, já nos respectivos lugares, outros elementos da missão fechavam o rosto, pensativos. A maioria levava uma caixa branca ao colo, com o lanche.
A resposta portuguesa à catástrofe, que se traduz para já nesta missão que deverá prolongar-se por pelo menos sete dias, decorre da activação do mecanismo europeu de protecção civil, por sua vez solicitado pelas autoridades do Haiti, afirmou hoje numa conferência de imprensa o presidente da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC), general Arnaldo Cruz.
O general afirmou que a tarefa portuguesa imediata é montar um campo para os desalojados.
"O Governo português entendeu incumbir a Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) de organizar uma força conjunta para essa missão", afirmou, adiantando que o executivo decidiu também que a força fosse acompanhada por uma representação da Assistência Médica Internacional (AMI).
"A missão desta força portuguesa é montar um campo de desalojados para alojamento de emergência e temporário e assegurar que o campo tem capacidade de emergência médica e assistência e prestação de primeiros socorros e algumas acções de primeira cirurgia", referiu.
O apoio às vitimas deverá decorrer até 22 de Janeiro, sendo possível que o campo continue depois a ser utilizado, sob gestão da AMI, avançou o general referindo que a força está organizada num pequeno núcleo de comando da ANPC, com cinco pessoas.
As questões de natureza logística e comunicações são asseguradas pela protecção civil.
"A força inserir-se-á no quadro de empenhamento internacional ligando-se à representação do mecanismo europeu presente no Haiti, que por sua vez está articulado com a ONU", disse o militar.




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