Casamento homossexual

PSD diz que se PS avançar com adopção palavra de Sócrates estará em causa

Publicado em 13 de Janeiro de 2010   
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O PSD defendeu hoje que se o PS decidir incluir a adopção na lei sobre o casamento homossexual será a própria palavra do primeiro-ministro perante o país que estará em causa.

“Sobre esse cenário hipotético que o próprio PS admite o que tenho de dizer é que se ele vier a colocar-se o PS terá aí uma boa oportunidade de deixar cair a lei na sua totalidade e reformulá-la de novo”, afirmou a vice-presidente do PSD Teresa Morais, em declarações aos jornalistas no Parlamento.

Na edição de hoje, o Diário de Notícias escreve que o PS admite incorporar o direito à adopção na lei dos casamentos homossexuais, caso o Tribunal Constitucional (TC) vier a chumbar a lei aprovada na Assembleia da República, na sexta-feira.

"Actuaremos em função dessa eventual nova realidade", afirmou ao Diário de Notícias o vice-presidente da bancada do PSD Ricardo Rodrigues.

Confrontada com esta declaração, Teresa Morais lembrou que incluir o direito à adopção no diploma dos casamento entre pessoas do mesmo sexo é, neste momento, “um cenário hipotético que o próprio PS está a admitir perante uma eventual apreciação do Tribunal Constitucional, que leve a que a lei tenha de ser modificada”.

Contudo, frisou, “nada nos diz que isso vai acontecer".

A vice-presidente da bancada social-democrata rejeitou, porém, a inclusão da adopção no diploma, sublinhando que “o que está em causa neste caso é a própria palavra do primeiro-ministro perante o país”.

“O primeiro-ministro disse na Assembleia da República a semana passada que o PS e este Governo não têm mandato para alterar a matéria da adopção e que só tencionava alterar a matéria do casamento nesta legislatura”, lembrou.

Por isso, acrescentou, se o PS se vier a admitir a adopção significa que está “a desmentir o primeiro-ministro, a pôr em causa aquilo que o primeiro-ministro afirmou na sexta-feira perante o país inteiro”.

“O que a nós nos parece é que se esse cenário se vier a colocar, o PS deve, mantendo o seu compromisso e aquilo que afirma ser o seu mandato perante o eleitorado, retirar a lei”, declarou.



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