O primeiro-ministro sublinhou hoje o contributo das instituições de ensino superior para a consolidação das contas públicas do país, afirmando que o "contrato de confiança" hoje assinado é merecido.
"Este contrato de confiança é merecido e resulta do bom trabalho feito ao longo dos últimos quatro anos. É um contrato de confiança, mas é também de responsabilidade e até de ambição", afirmou José Sócrates, durante a cerimónia de assinatura do contrato entre o Governo e 14 universidades e 19 institutos politécnicos públicos.
Segundo o documento assinado hoje, as instituições vão receber mais 100 milhões de euros este ano do que em relação à dotação orçamental de 2009, e o Governo comprometeu-se a qualificar mais 100 mil activos nos próximos quatro anos.
No seu discurso, o primeiro-ministro começou por recordar que 35% dos jovens com 20 anos frequentam hoje o ensino superior, que há mais diplomados (15 mil) e alunos inscritos (21 mil) do que há quatro anos e que o sucesso escolar está em linha com a média da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico).
"E fizemos tudo isto, mais alunos, mais diplomados, melhor sucesso, com menos dinheiro. Isto só tem uma explicação: mais eficiência", acrescentou.
Para o primeiro-ministro, as instituições de ensino superior "fizeram mais com menos, contribuindo dessa forma para a consolidação das contas públicas", mas sem esquecerem que o seu trabalho "é absolutamente essencial para que o país possa vencer a batalha das qualificações".
José Sócrates sublinhou que o contrato hoje assinado tem metas objectivas - como qualificar 100 mil activos nos próximos quatro anos - que tanto responsabilizam as instituições de ensino superior como o Governo.
"O país precisa dessa ambição, vontade e determinação. É um contrato que espelha uma opção, uma escolha e uma prioridade política", acrescentou, manifestando-se orgulhoso em ter assinado o contrato com as instituições.




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