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Elisa Ferreira garante que Paulo Rangel vive num estado de "grande nervosismo"

por i com Agência Lusa, Publicado em 12 de Maio de 2009   
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Elisa Ferreira acusou hoje o cabeça-de-lista do PSD às europeias, Paulo Rangel, de manter em relação a si "uma lógica obsessiva que só pode ser justificada por um estado de grande nervosismo".

"Só um estado de grande nervosismo pode justificar essa obsessão por mim, o que levou já um jornal como o 24 Horas, na sua edição de segunda-feira, a dizer que este tema "caiu no goto de Rangel", afirmou Elisa Ferreira, confrontada pela Lusa com as declarações do candidato social-democrata.

Sábado e domingo, em locais diferentes, Paulo Rangel acusou a candidatura socialista às europeias de "falta de credibilidade" por ter na lista Elisa Ferreira que "diz que só lá vai assinar o nome".

Numa visita efectuada sexta-feira a um lar de idosos do Porto, Elisa Ferreira afirmou, citada pelo jornal Público: "Eu vou ao Parlamento Europeu assinar o nome. Quero é vir para cá, para o Porto".

Elisa Ferreira é simultaneamente eurodeputada, candidata à presidência da Câmara do Porto e membro da lista socialista ao Parlamento Europeu.

Contactada pela Lusa, a candidata considerou que estas declarações "têm algo de obsessivo mas também a grande utilidade de permitir a Paulo Rangel não discutir a qualidade da lista do PSD às europeias, a exclusão de deputados como Silva Peneda, o trabalho feito pelo PPE nesta legislatura e mesmo a falta de receptividade do seu nome como cabeça de lista".

Elisa Ferreira sustentou que a frase que pronunciou sexta-feira "foi claramente retirada do contexto: tentei apenas dizer que daqui até às eleições autárquicas eu pouco mais vou fazer ao Parlamento Europeu do que assinar o nome".

A candidata recordou que a última sessão do actual PE já teve lugar, estando agora previsto um plenário em Julho para tomada de posse dos novos deputados, um outro em Setembro e uma mini-sessão, podendo pelo caminho ter lugar a eleição do presidente da Comissão Europeia.

"Basicamente vamo-nos registar, tomar posse e inscrevermo-nos nas comissões. Dizer que até à previsível data das eleições, 11 de Outubro, vamos fazer mais qualquer coisa é mentir aos portugueses", afirmou.

Elisa Ferreira reafirmou o que vem dizendo "desde o primeiro dia: prefiro vir para o Porto. Se tal não acontecer - e esse é um cenário que neste momento nem coloco - trabalharei empenhadíssima no Parlamento Europeu a defender os interesses de Portugal, da região e do Porto".



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