Os trabalhadores da Qimonda consideram “muito positiva” a pretensão do Governo de apoiá-los através de uma verba que será canalizada para áreas como a formação profissional, apoios ao emprego e subsídios.
Segundo a edição do Jornal de Negócios desta quarta-feira, os 839 trabalhadores despedidos da fábrica de semi-condutores, em Vila do Conde, “podem beneficiar de um pacote de apoios extraordinários, no valor de 3,7 milhões de euros”.
A verba será financiada pelo Fundo Europeu de Ajustamento à Globalização (FEG), disponibilizada este ano, sendo que a candidatura seguiu para Bruxelas a “18 de Dezembro e aguarda agora luz verde da Comissão, Conselho e Parlamento Europeu”, avança ainda o mesmo diário.
Para um dos elementos da Comissão de trabalhadores da fábrica, esta medida é “muito positiva, tanto mais que a formação disponibilizada até agora tem sido apenas ocupacional e não tem ido ao encontro das necessidades das pessoas”.
Bruno Maia alega que é “importante dar apoios mais especifícos e formação mais avançada a quem seja qualificado”.
O Governo pediu a Bruxelas 2,2 milhões de euros, ou seja, 60 por cento de um total de 3,7 milhões de euros, uma verba que terá que ser usada ao longo de dois anos e que será administrada pelo Centro de Emprego e Formação Profissional, especifica ainda o diário.
Para Bruno Maia, esta poderá ser “uma mais-valia para quem se viu, de um momento para o outro, sem trabalho, pondendo agora valorizar-se do ponto de vista pessoal e profissional”.
O trabalhador, que se encontra em situação de lay-off, congratula-se ainda pelo facto de, na base desta medida, “estar o Governo e não a administração da unidade”.
“É sinal que os governantes se preocupam com a Qimonda e com os seus trabalhadores”, frisou.
Em relação à formação que poderá, a curto prazo, estar disponível, Bruno Maia espera que abranja áreas “mais especifícas, tecnológicas e laboratoriais, assim como a micro-electrónica e mecânica”, entre outras.
O trabalhador lamenta apenas que “não haja emprego de base tecnológica na região”, mas ainda assim, mantém a “esperança” em relação ao futuro dos operários da unidade.
A Qimonda começou a laborar com 110 trabalhadores e, em 2007, teve ao serviço 2.049 pessoas.
Quando começou o processo de insolvência, no início do ano passado, apenas 1.700 pessoas operavam em Vila do Conde.
A queda deste empresa, que era uma referência nacional, aconteceu a partir de 2007, quando surgiram problemas na casa mãe, na Alemanha.
Hoje, a Qimonda portuguesa opera com cerca de 200 funcionários que asseguram os serviços mínimos.




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