Em todas as estruturas sociais, quer sejam empresas, entidades públicas ou partidos políticos, é possível identificar três funções diferentes: a liderança, a organização e a gestão. O líder aponta os objectivos de modo a produzir um máximo de benefícios. Se for o director de uma empresa produtora de bens de consumo, deve perceber as necessidades do mercado e desenvolver uma forma de as satisfazer. Ford compreendeu que o automóvel iria ser um produto de massas e Walt Disney que a animação permitia criar outro tipo de cinema.
Se o líder em questão for um político, tem de compreender quais as necessidades reais do país e tentar satisfazê-las da melhor forma e o mais rapidamente possível. Contudo, sem uma boa organização, nada se faz. É a organização que decompõe a actividade em funções e tarefas e as distribui pelas pessoas mais competentes. Foi isso que fez Oppenheimer quando lhe foi atribuída a tarefa de constituir a equipa de físicos que iria conceber a primeira bomba atómica.
Gerir significa atribuir recursos aos vários sectores da empresa, de maneira a atingir o fim desejado. Como sabemos que essa gestão é eficaz? Quando o líder define objectivos importantes e alcançáveis e a organização é orientada no sentido de os realizar da maneira mais simples e menos dispendiosa. Infelizmente, as coisas nem sempre são assim no sector público. Há muitos políticos que definem metas ambiciosas, dão conferências de imprensa, inauguram edifícios e depois desinteressam-se do assunto até às eleições seguintes.
Alguns administradores também têm o seu quinhão de responsabilidade porque, em vez de pensarem no objectivo, apenas se preocupam em aumentar o seu próprio poder, complicam as normas e criam instalações que exigem novas contratações. O que menos os preocupa são os resultados. É por isso que temos hospitais cujo objectivo principal não é tratar os doentes; escolas e universidades que ignoram os estudantes; e centros de investigação que, cheios de contínuos e empregados, não estudam absolutamente nada. Muitos problemas de Itália devem-se a uma orientação, organização e gestão deficientes. Quando o político está preparado, quando são escolhidos colaboradores que sabem executar as respectivas tarefas, vemos rapidamente resultados maravilhosos que quase parecem milagres. Mas, para isso, temos de acreditar realmente na nossa missão e não sermos indulgentes com aqueles que apenas agem em prol dos interesses e bem-estar.
Sociólogo, escritor e jornalista
Escreve à terça-feira




Rating: 0.0
Actividade em ionline