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A utilidade conjuntural da Taça da Liga

O velho Nuno e o novo Miguel

por Alexandre Pereira, Publicado em 04 de Janeiro de 2010   
A complicada Taça da Liga voltou para matar as saudades do futebol. Duas figuras emergiram nos jogos de Benfica e Sporting.
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A Taça da Liga, para mais complicada como é, serve basicamente como prémio de consolação para quem a pouco mais aspira ou cereja no topo do bolo se for ganha por quem conquista algo de realmente importante. É a terceira prova do calendário português e a quarta dos clubes mais fortes que se mantêm na Europa (será, Sporting?).

A jornada deste fim-de-semana tinha, contudo, alguns aliciantes: veio depois de uma paragem na Liga e trazia no calendário dois jogos interessantes de seguir, mais pelo significado dos estados de espírito do que propriamente pelos pontos que valiam nos grupos da dita taça.

O primeiro prato de domingo para os ressacados da paragem competitiva trouxe um Benfica-Nacional um tudo-nada mais equilibrado que o 6-1 do campeonato. O Benfica, como de costume, atacou mais e como de costume teve dificuldades, em casa, perante uma equipa bem estruturada defensivamente. Aos 78 minutos, Jesus lançou mão de uma pérola e resolveu o jogo. Sim – aos 33 anos, Nuno Gomes ainda sabe fazer coisas em campo que os outros companheiros de ataque têm dificuldades em executar. No caso fala-se de antecipar a ocupação de espaços e saber jogar ao primeiro toque. E aqui foi literalmente o primeiro dele no jogo: passe para Saviola, golo. Tudo decidido. O velho Nuno ainda mexe, Carlos Queiroz (perdão pela insistência) devia olhar bem para ele até ao Mundial.

Prosseguiu a tarde/noite com o Sporting-Braga. Um fantasma cheio de pontos de visita a Alvalade, onde já ganhara este ano. Carvalhal com algum tempo (ainda que poucos jogadores) para instalar os métodos de trabalho em Alcochete e a curiosidade de ver o novo Sporting, ainda que sem as mais recentes contratações.

Apesar do futebol fraquinho, o Sporting teve um domínio do jogo como há algum tempo não se via. Depois voltou a si próprio, no início da segunda parte, e deixou que o Braga se sentisse grande em casa de um grande. Depois... apareceu o talento de Veloso. Segundo grande golo desta época, a mostrar um Miguel que andava arredado de Alvalade desde o início do ano passado e que esta época percebeu – Paulo Bento explicou-lhe – ser impossível ir longe sem mostrar aplicação e qualidades com a camisola que agora veste.

Barcelona será miragem, Manchester United sonho, quem sabe se um dia? Mas só com este novo Miguel a família Veloso pode ambicionar uma liga de primeira.



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