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Tablet. Apple vai revolucionar o mercado (outra vez)
por Ana Rita Guerra, Publicado em 02 de Janeiro de 2010
O novo gadget da fabricante do iPhone é esperado no primeiro trimestre de 2010 e tem tudo para ser mais um blockbuster
Não é um portátil, um smartphone, um leitor de livros electrónicos nem um netbook. Vai deixá-lo de boca aberta, se os rumores forem verdade: uma espécie de "tudo em um" digital, com um ecrã que não só recebe os toques dos dedos como toca de volta. Ninguém sabe ao certo como se vai chamar, quanto custará ou quando será posto à venda. A Apple ainda nem sequer confirmou a especulação em torno do tablet que estará secretamente a preparar. Porém, ninguém duvida que vai acontecer, até porque a empresa marcou um evento público para 26 de Janeiro.
O especialista Yair Reiner, da consultora Oppenheimer, acredita que o tablet estará nas lojas em Abril, baseando-se apenas nas encomendas de material feitas aos fornecedores. O analista Gene Munster, da consultora Piper Jaffray, aponta para vendas na ordem dos 1,4 milhões de unidades em 2010. A "Business Week" prevê que este tablet venha salvar as vendas em declínio de jornais e revistas. E as acções da Apple valorizaram 11% desde o início do mês, com o aumento dos rumores. Se o presidente da empresa, Steve Jobs, souber fazer a sua magia, estamos perante uma nova revolução. Quer saber do que se trata?
i-quê? iPad, iGuide, iTablet e iSlate são alguns dos nomes que têm aparecido na internet para designar o computador tablet que a Apple estará a preparar. Será semelhante ao conceito de tablet que as outras marcas têm seguido? Curiosamente, o tablet tornou-se conhecido em 2001 através da arqui-rival da Apple, a Microsoft, que o descreveu como um computador onde se pode usar uma caneta. Essa é a base do design do tablet: um portátil com ecrã táctil para ser usado como um caderno de notas electrónico, que ou não tem teclado físico ou tem um teclado amovível (encaixando-se no ecrã quando necessário). A Apple deverá lançar um modelo ultrafino e ultraleve, sem teclado.
Ecrã revolucionário A novidade mais apetecível do tablet é o ecrã. Segundo documentos revelados pelo site AppleInsider, o ecrã será multitoque de uma forma nunca antes vista: em vez de ser uma superfície lisa, vai transformar-se conforme o tipo de acção que o utilizador está a ter com os dedos. Está a ver um teclado virtual? Agora imagine que as teclas sobressaem ligeiramente quando está a escrever. Ou que descarrega um mapa e consegue sentir o contorno das regiões. As aplicações potenciais são muitas e Steve Jobs estará, segundo fontes próximas citadas no "The New York Times", "muito excitado" com o que aí vem.
Rival do kindle O tablet da Apple terá software para ler e-books e será usado para descarregar livros, jornais e revistas, posicionando-se como rival do leitor de livros electrónicos da Amazon, o Kindle. Os especialistas acreditam que os grupos de media vão lançar edições com efeitos gráficos surpreendentes e especialmente concebidos para a Apple. E que esta é a sua grande oportunidade de recuperar o terreno perdido nas subscrições pagas de edições online. A televisão também terá aqui um nicho por onde recuperar a audiência que perdeu para a internet.
Aplicações dedicadas Com um ecrã que se pode transformar pelo toque dos dedos, o potencial das aplicações é demasiado bom para ficar de fora. Aliás, a App Store, loja de aplicações da Apple, será uma das chaves para o sucesso do tablet, que terá conectividade Wi-Fi e 3G, podendo ser vendido com assinaturas através das operadoras móveis. Se a Apple está a vender pequenas coisas para o iPhone aos milhões - como um tradutor de choro de bebé ou uma agenda que lembra compromissos com a voz de Britney Spears -, imagine-se o que poderá criar para um equipamento com a capacidade e espaço de ecrã do tablet. Só falhará se o preço das aplicações, que no iPhone rondam dois ou três euros, for exorbitante.
Abaixo de 700 euros Se o tablet custar entre 500 e 700 euros, como alguns analistas arriscam, então será o mais próximo que a Apple ficará de um portátil low-cost. A marca é uma das poucas que não entraram no mercado dos netbooks, miniportáteis de baixo custo, e o tablet poderá ser a sua resposta.
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