Em apenas seis meses, o i tem mais de 12 mil compradores
por Joana Petiz, Publicado em 30 de Dezembro de 2009
Vendas de quase todos os jornais caíram em Setembro e Outubro, mostram os números da APCT
Num quadro de dificuldades para a imprensa, em que as vendas de quase todos os jornais caíram, o i fez o seu caminho entre as preferências dos leitores. Com apenas seis meses e tendo cativado um público que não lia qualquer jornal - 22% dos leitores do i -, entre Setembro e Outubro, em média, a circulação paga do i foi de 12 470 exemplares por dia. Os números, auditados pela APCT, incluem vendas em banca e bloco (jornais comprados por universidades, empresas, etc.), já que o i só agora começa a ter assinaturas. A tendência de crescimento mantém-se - como confirmarão os próximos números oficiais -, com o i a fechar 2009 dentro do plano de negócios previsto.
Iniciativas de marketing editorial como a revista Nós (aos sábados), as reportagens coordenadas por Miguel Sousa Tavares ou as do "The New York Times" (às sextas) têm peso nestes números, que não revelam ainda o sucesso que foi a publicação de dez livros grátis de Fernando Pessoa. O último chega às bancas com a edição de amanhã do i, mas outras iniciativas editoriais chegarão já a partir do próximo ano.
O êxito do i, cujo primeiro número foi publicado apenas a 7 de Maio, já foi reconhecido. Em Novembro, foi eleito o jornal europeu do ano, na 11.a edição dos European Newspaper Awards; um mês antes, arrebatou 31 prémios ÑH - que distinguem o melhor design editorial de Espanha e Portugal - somando-se as referências em jornais como o "The Guardian" ("O i é um dos jornais mais inovadores do mundo") ou o "The New York Times".
O ionline.pt - que ultrapassou em Novembro o milhão de visitantes e se aproximou dos 4 milhões de páginas lidas (3,808 milhões) - destacou-se igualmente, ficando entre os cinco melhores sites de jornais do mundo, na eleição promovida pela "Mashable".
O i continua a revelar-se como referência no mercado da classe A/B: 41% dos leitores tem um rendimento mensal líquido superior a 1500 euros e mais de um terço recebe mais de 2000 euros/mês, com 45% de leitores licenciados e 37% em cargos decisores.
2009 pior para jornais Quanto aos outros cinco generalistas, o "24 Horas" e "Jornal de Notícias" sofreram a maior quebra nas vendas, relativamente ao ano passado - respectivamente, 27,7%, para 27 691 e 12,4% para 91 422. O "Público" passou a vender 37 996 jornais (-9,3%) e o "Diário de Notícias" 34 407 (-17%), sendo o "Correio da Manhã" - que conseguira crescer até Agosto - aquele que menos desceu: -1% para 118 532 jornais. O "Expresso" vendeu 111 954 (-7,4%) e o "Sol" 43 752 exemplares (-4,5%). A "Visão" mantém a liderança nas news magazines, com 101 024 revistas vendidas, e a Sábado cresceu 5%, para quase 79 mil.
Nos económicos, em relação ao mesmo período de 2008, o "Jornal de Negócios" vendeu mais 6% (para 9664) - o mesmo que caiu o "Diário Económico" em Setembro e Outubro, passando de uma circulação paga de 14916 para 14 066.
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