Sócrates apela ao investimento para criar emprego

por Sónia Peres Pinto, Publicado em 25 de Dezembro de 2009   
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O primeiro-ministro lembrou hoje “que ainda há muito trabalho pela frente” em matéria de recuperação económica e voltou a defender a importância do investimento público com vista à criação de emprego.

“Precisamos de investir nos domínios que são essenciais à modernização do nosso país: as infra-estruturas de transportes e comunicações, as escolas, os hospitais, as barragens, as energias renováveis. Precisamos de continuar a apoiar as nossas empresas, com particular atenção às pequenas e médias empresas, às empresas exportadoras, às empresas criadoras de emprego”, salientou no seu discurso de Natal, o primeiro deste governo de minoria.

Uma outra aposta de Sócrates passa por investir na qualificação, daí o primeiro-ministro defender o alargamento da escola até ao 12.º ano, promover a frequência do ensino superior e, ao mesmo tempo, apostar no ensino profissional e no programa novas oportunidades que, de acordo com as contas do Executivo, já tem mais de um milhão de inscritos.


Apoiar famílias

Fraternidade e solidariedade são duas das palavras usadas no seu discurso e, por isso, lembra as medidas realizadas pelo Governo para apoiar as famílias portuguesas. “Ser solidário é apoiar mais quem mais precisa. E é isso que temos procurado fazer, aumentando as pensões mais baixas, alargando a protecção no desemprego, atribuindo bolsas para a frequência do Ensino Secundário aos alunos mais carenciados, e, designadamente, aumentando mais uma vez, de forma significativa, o valor do salário mínimo”.

O primeiro-ministro fez ainda um balanço de 2009, lembrando que o ano "ficou marcado pelos efeitos da maior crise económica e financeira dos últimos 80 anos e, como tal, foi de  

grande exigência para todos, famílias, trabalhadores e empresas".

Sócrates acrescentou, no entanto, que "com a intervenção do Estado, no momento certo, foi possível estabilizar o nosso sistema financeiro, apoiar as famílias, apoiar as empresas, estimular a economia", sustentou no seu discurso de Natal.

O Executivo deixou ainda uma palavra sobre o Tratado de Lisboa – que entrou em vigor no dia 1 de Dezembro – aos militares que estão em missão de paz no estrangeiro e às famílias portuguesas afectadas pelo mau tempo.



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