Operação Natal: neve obriga a reforçar patrulhas especiais

Publicado em 24 de Dezembro de 2009   
2600 militares efectivos contam com apoio de equipas especiais nas situações mais complicadas
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Foi uma das piores madrugadas desde que a vaga de frio e mau tempo começou. Vinte e duas torres de muito alta tensão - com dez toneladas cada - caíram durante a noite, o trânsito foi cortado em várias estradas, sobretudo no Norte (distritos de Vila Real, Bragança, Guarda e Viseu). A chuva obrigou ainda à divisão das patrulhas especiais que apoiam a Guarda Nacional Republicana na Operação Natal 2009, que começou ontem à meia-noite. "Estamos muito preocupados com a neve em Vila Real e Bragança, mas também com as inundações e a chuva de Torres Vedras. Por isso, temos divididas as atenções", disse ao i o major Costa Lima, da GNR.

A Operação Natal 2009 começou na madrugada de ontem e prolonga-se até domingo. São cerca de 2600 os militares que patrulham por estes dias as estradas portuguesas. "Acreditamos que dia 25 será relativamente calmo. O dia 27 será pior, com o regresso a casa", acrescenta o responsável. Devido às previsões de agravamento das condições climatéricas - o Instituto de Meteorologia prevê vento e chuva fortes nos próximos dias e uma média de temperaturas abaixo dos 10o C -, as equipas têm contado com o apoio de "milhares de militares que, no Verão, patrulham as florestas e este ano foram destacados para ajudarem nas situações mais complicadas", detalha. Costa Lima conta ao i que o número de militares não é muito diferente do dos anos anteriores. "O planeamento é feito com base na experiência", explica, acrescentando que, em casos extraordinários, as patrulhas (carros com dois militares) são reforçadas com um elemento.

Sem brigada de trânsito "Do ponto de vista operacional, são as mesmas caras, os mesmos homens e mulheres, as mesmas pessoas do que no ano passado. Não há grande diferença para os portugueses. Mas quanto à componente psicológica, não tenho dúvidas de que, internamente, as pessoas estejam diferentes. A extinção da Brigada de Trânsito (BT) mexeu muito com a consciência dos militares", conta ao i o major Costa Lima. Este é o primeiro Natal desde a extinção da BT da GNR, decidida pelo Ministério da Administração Interna.

No ano passado, nos três dias da operação Natal, morreram seis pessoas em 781 acidentes (mais três do que no ano anterior, segundo a BT). De acordo com dados da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), entre 16 e 21 de Dezembro deste ano houve sete mortos e 48 feridos graves na sequência de acidentes em estradas portuguesas. Entre as zonas que levantam maiores preocupações, a GNR vai estar especialmente atenta aos eixos de aproximação à zona Norte e Centro (A23, A25, A4, IP4, A24), por serem vias "fortemente condicionadas", refere a GNR em comunicado.

O agravamento das condições meteorológicas parece estar na origem do aumento gradual de acidentes nos últimos dias: até 22 de Dezembro morreram nove pessoas e 53 ficaram gravemente feridas nas estradas portuguesas, em resultado dos 4450 acidentes contabilizados pela PSP.



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