A Plataforma Cidadania e Casamento, que pretende um referendo sobre a legalização do casamento homossexual em Portugal, defendeu hoje, junto do gabinete do primeiro-ministro, a necessidade de um debate público sobre este tema.
Representantes deste movimento reuniram-se hoje com o assessor dos assuntos sociais e laborais do primeiro-ministro, Artur Penedos, na residência oficial do primeiro-ministro, José Sócrates.
Segundo a advogada Isilda Pegado, o grupo foi "transmitir ao primeiro-ministro a preocupação que o país tem diante da possibilidade da realização de casamentos entre pessoas do mesmo sexo".
Isilda Pegado salientou que a organização quis mostrar a participação popular na iniciativa que está a promover em prol da realização de um referendo sobre esta matéria, adiantando que a plataforma já recolheu 72 347 assinaturas validadas (são necessárias 75 mil, que irão ser recebidas até 31 de Dezembro).
A advogada apelou ainda ao "sentido responsabilidade" e à "capacidade dos deputados e Governo" em fazerem valer a "vontade popular" em relação ao referendo.
Já o médico Gentil Martins, também membro da plataforma, disse desconhecer um parecer do colégio de psiquiatria da Ordem dos Médicos que considera que a homossexualidade não é uma doença: "Desconheço este relatório e que a Ordem dos Médicos vá tomar esta posição. [Mas] Devo dizer que discordo desta posição".
O Conselho de Ministros já aprovou a proposta de lei sobre o casamento homossexual, tendo esta agora que passar pelo crivo do Parlamento e do Presidente da República.




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