O prédio que alberga o clube de jazz Hot Clube de Portugal, na Praça da Alegria, em Lisboa, ardeu esta madrugada, sendo ainda desconhecidas as causas do incêndio, informou à agência Lusa o presidente da Junta local.
No entanto, a cave onde funciona há quase 60 anos o Hot Clube de Portugal (HCP), em Lisboa, escapou ao incêndio que atingiu o prédio hoje de madrugada, mas está completamente inundada, disse fonte da direcção do clube de jazz.
"A cave não ardeu, mas está completamente inundada com a água dos bombeiros. O edífício ficou em muito mau estado. Temos que descarregar o que temos aqui, o contrabaixo, a bateria, amplificadores, o piano está encharcado", descreveu Luís Hilário em declarações à agência Lusa.
Vasco Morgado jr, autarca da Junta de S. José e morador num prédio "colado" ao do Hot Clube, lamentou o incêndio num prédio "histórico" de Lisboa, casa do primeiro clube de jazz português.
Para o presidente da Junta, o incêndio no edifício - "camarário", refere - deveu-se ao estado de degradação que o mesmo havia vindo a ser alvo nos últimos tempos.
"A Câmara sabia o que se passava. Tomei posse recentemente, mas o anterior presidente, e a própria autarquia que já fez várias vistorias ao local sabe em que condições isto está. Ou, neste caso, estava", frisou Vasco Morgado jr.
O incêndio destruiu hoje a cobertura do prédio que se encontrava devoluto na Praça da Alegria e foi dado como extinto às 05:27, disse à Lusa fonte dos Sapadores de Bombeiros de Lisboa.
O incêndio teve início pelas 03:22, e foi combatido por 40 homens, com o apoio de 11 viaturas, pormenorizou a fonte.
O Hot Clube de Portugal, o primeiro clube de jazz criado em Portugal, fez em 2008 60 anos: a 19 de Março de 1948, o seu fundador, Luís Villas-Boas, preencheu a primeira ficha de sócio.
Por lá passaram grandes nomes internacionais do jazz e conviveram várias gerações de músicos portugueses, como Bernardo Moreira, Mário Laginha, Bernardo Sassetti, Maria João, José Eduardo, António Pinho Vargas, Filipe Melo, Júlio Resende e Paula Oliveira.
Entre os sócios fundadores contam-se o fotógrafo Gerardo Castello-Lopes, o músico Artur Carneiro e Augusto Mayer, aos quais se juntaram sócios ocasionais, como Catherine Deneuve, Alexandre O´Neill e Raul Solnado.




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