casamentos homossexuais

Apesar do Islão não reconhecer uniões homossexuais, Abdool Vakil assume respeitar a lei

Publicado em 20 de Dezembro de 2009   
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O presidente da comunidade islâmica de Lisboa, Abdool Vakil, afirmou hoje que apesar da sua religião não admitir casamentos homossexuais, enquanto cidadão respeita lésbicas e homossexuais, bem como a lei que autoriza a união de pessoas do mesmo sexo.

"Eu não estou a dizer que condeno os homossexuais, mas sim que a religião islâmica não admite a homossexualidade. Mas eu respeito o cidadão homossexual enquanto indivíduo", disse à Lusa Abdool Vakil à margem da conferência "Definição do Islão", que decorreu na Amadora.

E especificou: "A minha religião não admite casamentos homossexuais ou lésbicos, são valores abraâmicos, casamentos são sempre entre pessoas de sexos diferentes, mas lei é lei e se eles [Governo] querem passar a lei, passam-na concerteza, mas nós os muçulmanos não acreditamos em casamentos homossexuais".

Apesar de admitir o respeito pela lei - caso esta venha a ser aprovada -, Abdool Vakil admitiu não ter ainda pensado "muito nisso", mas considera importante uma tomada de posição conjunta das várias religiões.

"Julgo que deveríamos concertar-nos com os abraâmicos, com os judeus e cristãos e ver se fazemos chegar a nossa voz, de uma forma ordeira - não vamos fazer manifestações - , mas fazendo chegar essa nossa opinião junto do Governo de uma forma concertada com outras religiões", disse.

O Governo aprovou quinta-feira em Conselho de Ministros a proposta de lei sobre o casamento de pessoas do mesmo sexoo.

A legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo é um objectivo que une a esquerda parlamentar, mas o consenso acaba perante a possibilidade de a maioria PS impedir a possibilidade de adopção.

Quanto à possibilidade de casais homossexuais adoptarem, o BE é favorável, o PEV quer abrir caminho à discussão mas admite que não se legisle para já e o PCP mantém as reservas que tinha na passada legislatura.

Contra a legalização dos casamentos entre homossexuais e contra a possibilidade de adopção, PSD e CDS-PP já sugeriram a criação de um instituto jurídico diferente que consagre aos casais do mesmo sexo alguns dos direitos e deveres decorrentes da figura do casamento.



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