Uma escrava que luta pela liberdade nas ilhas das Caraíbas é a nova aventura contada por Isabel Allende. O novo romance da escritora chilena - “A ilha debaixo do Mar” - é polvilhado com o mesmo realismo mágico de obras anteriores, como a “A ilha da Fortuna” e “Retrato a Sépia”, e chega hoje às livrarias pelas mãos da Medialivros.
A “Ilha debaixo do Mar” narra a história de Zarité, uma escrava na ilha de Santo Domingo nos finais do século XVIII, que aos nove anos foi vendida a um rico fazendeiro. Quando é levada pelo amo para Nova Orleães, Zarité vai descobrir uma realidade a que sempre aspirou: a liberdade.
Para Allende, a escravatura não é tema do século passado. “Hoje em dia, há mais escravos que nunca houve antes. Há 27 milhões de escravos em todo o mundo neste momento. Considera-se escrava uma pessoa retida contra a sua vontade, com ameaças de violência, obrigada a trabalhar sem ordenado e sem hipóteses de escapar”, notou a autora de “A Casa dos Espíritos” na apresentação do livro em Madrid (ver vídeo).
Ao diário argentino “Clarín”, a escritora, considerada uma referência na literatura latino-americana, deu mesmo exemplos: "Existem aldeias inteiras no Paquistão, que têm escravatura de dívida: um antepassado contraiu uma dívida e tem de a pagar até aos bisnetos. Ou, nos Estados Unidos, os imigrantes provenientes do México e da América Central, que chegam e não lhes pagam”. Allende vive actualmente nos EUA.
Veja aqui a entrevista que a escritora deu à EFE a propósito do lançamento deste livro




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