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Obras no 1º troço do TGV só arrancam na 2ª metade de 2010

Publicado em 12 de Dezembro de 2009   
O anúncio da adjudicação do troço Caia/Poceirão da Linha Lisboa/Madrid, que decorreu Sábado em Évora, foi mais um acto simbólico. Ainda há muito que fazer antes das obras chegarem ao terreno e criarem um número importante de postos de trabalho.
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O anúncio da adjudicação do troço Caia/Poceirão da Linha Lisboa/Madrid, que decorreu Sábado em Évora, foi mais um acto simbólico. Ainda há muito que fazer antes das obras chegarem ao terreno e criarem um número importante de postos de trabalho.
Foi um acto ou cerimónia de inauguração, com mais valor simbólico, reconheceram os responsáveis políticos, do que efectivo. O anúncio do consórcio vencedor do primeiro troço da rede de alta velocidade em Portugal aconteceu sábado, a sete quilómetros de Évora, no local da futura estação da linha Lisboa/Madrid. Mas o contrato ainda não foi assinado e as obras só vão ao chegar ao terreno na segunda metade de 2010.
O acto, que contou com a presença do primeiro-ministro, José Sócrates, antecedeu até a notificação formal dos dois concorrentes que passaram à última fase, que no dia ainda não tinham recebido o relatório final do júri que fundamenta a escolha do vencedor. Aliás, os mais altos responsáveis das empresas do consórcio que ficou em segundo, liderado pela Mota-Engil, não se fizeram representar na cerimónia de Évora.
O contrato de concessão do troço Caia Poceirão, ganho pelo consórcio liderado pela Brisa e Soares da Costa, só será assinado nos próximos quatro meses, já que é necessário um decreto-lei com as bases da concessão. E só depois é que a concessionária pode começar a trabalhar em aspectos como as expropriações dos terrenos, que são um das componentes que o concessionário menos controla neste processo, embora o facto de haver poucos proprietários facilite.
Já em fase avançada de desenvolvimento está o projecto de execução da obra, adiantou ao i o presidente executivo da Soares da Costa. Pedro Gonçalves estima que os trabalhos se iniciem, em várias frentes de obra ao mesmo tempo, entre o terceiro e o quarto trimestre de 2010, altura em que espera mobilizar cerca de mil trabalhadores.
A necessidade de criar emprego e de oportunidades para empresas portuguesas em tempo de crise foram duas das notas fortes do primeiro-ministro, José Sócrates, e do ministro das Obras Públicas, António Mendonça, num acto público a que não faltaram os anteriores titulares desta pasta, Mário Lino e a ex-secretária de Estado, Ana Paula Vitorino.
Para Sócrates, a adjudicação significa que o "TGV vai sair do papel". E o primeiro ministro deixou ainda um recado aos opositores do projecto: Os que fazem podem cometer erros, mas os que não fazem já cometeram um erro. 
A concessão envolve uma extensão de 165 quilómetros que inclui uma via dupla em bitola europeia para a ligação Lisboa/Madrid, mas também uma linha convencional no mesmo corredor que irá integrar a linha de mercadorias Sines/Badajoz. As duas ligações deverão entrar em operação em 2013.
Estado paga 50% da factura até 2015 Os custos de construção estão avaliados em 1359 milhões de euros, um valor que ficou cerca de 900 milhões de euros abaixo da estimativa inicial, e o VAL (valor actualizado líquido), que mede o esforço financeiro do Estado está estimado em cerca de 1495 milhões de euros, o que inclui ainda a manutenção por 40 anos. Uma factura que, garantiu o administrador da RAVE (Rede de Alta Velocidade), Carlos Fernandes, será paga na sua maioria ainda pela actual geração: 50% até 2015 e 67% até 2020.



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