A cerimónia está marcada para as 12h00 e foi precedida de uma conferência de imprensa do presidente norte-americano e do primeiro-ministro norueguês.
No discurso de agradecimento, já se sabe, Obama vai admitir que está a receber o prémio não tanto pelo que já fez pela paz, mas mais por uma expressão de desejo de um novo modelo de liderança. "Este Prémio foi atribuído na base da esperança, e não na experiência. E na esperança de que, de algum modo, Obama estava a trazer um mundo melhor, e que ele era anti-Bush”, disse Reginald Dale, responsável sénior do programa Europeu no Centro para Estudos Estratégicos e Internacionais de Washington.
Obama em Oslo: guerra marca a primeira intervenção do Nobel da Paz.
A guerra no Afeganistão foi tema único na primeira conferência de imprensa do Nobel da Paz. Barack Obama chegou esta manhã a Oslo, na Noruega. Na conferência de imprensa que antecipa a entrega do prémio, o presidente norte-americano mostrou-se indiferente às críticas internacionais, manteve-se firme e disse acreditar " ter a melhor estratégia" para o Afeganistão.
No púlpito, contra o que seria de esperar, surgiu um Obama discreto que não escondia algum nervosismo. Foi, aliás, a "responsabilidade que os EUA têm em continuar a paz no mundo", que deu o mote ao encontro com os jornalistas.
"Em Junho de 2011, esperamos ter tudo pronto para a retirada. Por agora, estamos a criar condições para a transferência de poder para as autoridades afegãs - temos uma táctica bem definida que se prende com a formação técnica do exército e da polícia", confirmou o americano. E prometeu, ainda, a continuidade da luta contra o terrorismo. Para isso, diz, "estamos também a desenvolver uma estratégia para o Paquistão, o grande epicentro do fundamentalismo, e também para o Iraque", confirmou. "Não fazemos tenções de continuar estes conflitos indefinidamente, portanto, aquilo que os EUA estão a fazer agora - e que parece errado aos olhos de muitos - é apenas uma preparação para um futuro clima de paz", concluiu Obama.
Oslo preparou-se para receber Barack Obama. Pelas ruas da cidade, uma imensidão de cartazes de apoio e admiração e, também, de protesto. O presidente chegou hoje de manhã à capital norueguesa acompanhado apenas de família e amigos.
A manhã foi marcada por pequenos protestos, que obrigaram à detenção de duas pessoas. O motivo? Para muitos, é um paradoxo gigante atribuir tal galardão ao americano, pouco mais de uma semana depois do anúncio de reforço militar no Afeganistão.




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