Belmiro de Azevedo, afirmou hoje, a propósito da nova lei de financiamento dos partidos, que os partidos deviam explicar para que é que necessitam de mais dinheiro.
"É necessário saber para que é que os partidos querem mais dinheiro e para que projectos", afirmou Belmiro aos jornalistas à margem das Conferências do Estoril.
O presidente da Sonae concorda que o limite do financiamento que existia anteriormente era muito baixo, mas afirmou que, ainda assim, a antiga lei era melhor do que a actual.
Afirmou ainda que é necessário saber se os deputados trabalham o suficiente para merecer mais dinheiro: "já reparou que, normalmente, quando se olha para o Parlamento estão lá metade dos deputados eleitos?", questionou.
Sobre a hipótese da nova lei aumentar a corrupção, Belmiro de Azevedo disse que a grande corrupção não se alimenta com montantes desta ordem e afimrou, a propósito de um sipotético governo de coligação, que o que é necessário "é um bom governo, independentemente de isso passar por uma coligação mais alargada".
A nova lei do financiamento dos partidos políticos, das campanhas eleitorais e dos grupos parlamentares, aprovada recentemente no Parlamento sobe para 1.257.660 euros, face aos anteriores 22.500 euros.




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