George Michael ri-se de Elton e de Bono como o diabo da cruz
por Joana Stichini Vilela, Publicado em 10 de Dezembro de 2009
Músicos estão preocupados com a saúde de George Michael. Em causa, uma entrevista em que ele confessa fumar oito charros por dia
As estrelas da pop não são todas amigas. Nas palavras de uma delas, o britânico George Michael, há pelo menos dois grupos: o dele e o dos outros, com membros como Elton John e Bono Vox. E os segundos, sabe-se agora, receiam pelo primeiro.
Depois de ter falado com Elton John, Bono terá perguntado à ex-Spice Girl Geri Halliwell, "o que podemos fazer pelo George?" Terça-feira, o marido do autor de "Candle in The Wind", David Furnish, reforçou: "Muitas pessoas dizem-nos que estão preocupadas com o bem-estar dele e que como o Elton passou pelo mesmo e está sóbrio há 19 anos talvez esteja em posição para ajudar."
Furnish reagia às declarações bombásticas de George Michael, publicadas sábado no jornal "The Guardian": "O Elton só precisa de calar a boca e continuar com a vida dele", avançou, a rir-se. "Como se o Bono se preocupasse com o que faço com a minha vida privada. É com isto que tenho de lidar porque não quero pertencer àquele grupo."
O cantor de 46 anos, que lançou segunda-feira o DVD "Live in London", acrescentou ainda que para acabar com todos estes boatos só precisa de aparecer em Londres, "para que as pessoas percebam que não estou sequer perto da morte".
Sexo, drogas e pop George Michael recebeu o "The Guardian" na casa onde vive com o namorado, Kenny Goss, e dois labradores. Enquanto enrolava um charro e depois outro, contou que reduziu o vício de 25 para "sete ou oito por dia". Antes era diferente: "Existia à base de [café] Starbucks e erva." E não só. Nega consumir crack (à base de cocaína), mas ainda o ano passado foi detido por posse da mesma droga.
Hoje, um dia comum ainda começa com um café levado pelo assistente pessoal às 10 da manhã. Vê os e-mails, passa pelo escritório e regressa a casa. "Como qualquer coisa, fico por aqui e depois saio para dar uma queca ou recebo cá alguém para dar uma queca." Se a noite estiver amena, arranca para uma zona de engate gay. "Muitas vezes há fogueiras. É mais agradável do que um bar para conseguir sexo rápido e honesto."
O músico não lança um álbum de originais desde 2004 ("Patience"), mas diz ter ultrapassado o bloqueio criativo. Passa horas a fio no estúdio. Tem material de sobra, garante. "Digamos que o meu futuro em termos musicias é bastante esquizofrénico". E mais não adianta. Ao contrário das histórias de drogas e de sexo, a música é um assunto privado.
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