Fábrica

25% das baterias para carros eléctricos da Renault-Nissan na Europa saem de Aveiro

Publicado em 09 de Dezembro de 2009   
Investimento de 160 milhões em Aveiro vai receber incentivos financeiros e fiscais do Estado português
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O facto de a Renault ter instalações industriais há décadas em Cacia (Aveiro) terá sido decisivo para a escolha do local da nova fábrica de baterias para o carro eléctrico. O projecto da Renault-Nissan, que chegou a estudar outras alternativas como Sines e Estarreja, é a nova coqueluche do investimento estrangeiro tecnológico e de alto valor acrescentado. A localização foi revelada ontem numa cerimónia com o primeiro-ministro.

O projecto de 160 milhões de euros na primeira fase , que poderá chegar aos 250 milhões de euros, surge numa altura em que o governo é confrontado com o encerramento de unidades de multinacionais, a viabilização difícil da Qimonda e a suspensão de grandes investimentos estrangeiros como o da Repsol e o da Avensis. A fábrica de baterias vai receber incentivos fiscais e financeiros do QREN (Quadro de Referência Estratégica Nacional), num valor a definir disse o ministro da Economia, Vieira da Silva, no âmbito de um contrato com o Estado.

A unidade irá criar 200 postos de trabalho directos qualificados e mais 500 indirectos, e terá um forte impacto na balança de transacções portuguesa, já que irá produzir, a partir de 2013, 25% das baterias que a Renault Nissan vai precisar para instalar nos sete veículos eléctricos à venda na Europa. O primeiro a chegar a Portugal, em 2011, é o Leaf, um carro urbano. Cacia será uma das cinco unidades mundiais da aliança entre os construtores francês e japonês que tem em marcha investimentos de quatro mil milhões de euros para pôr o carro eléctrico no mapa. E Portugal aposta em ser o primeiro país do mundo a ter uma rede nacional e integrada, gerida centralmente como a do multibanco, e que será acessível através de cartões pré-pagos. José Sócrates revelou que a rede nacional de carregamento de veículos eléctricos, com 1300 postos em todo o país, estará concluída mais cedo do que o previsto, em meados de 2011 e não no final do ano. Esta é outra das componentes do projecto nacional do carro eléctrico que está a ser desenvolvida por um consórcio de empresas nacionais liderado pela EDP.

Para além das oportunidades para a indústria nacional, a redução da dependência do petróleo e o combate às emissões de CO2 são os grandes objectivos do carro eléctrico. O melhor aproveitamento das renováveis em horas de pouca procura, com o carregamento nocturno das baterias, é outro aspecto sublinhado neste programa.


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