O fundador da empresa de segurança Blackwater, Erik Prince, considerou que foi abandonado pelas autoridades norte-americanas depois de lhes ter prestado serviço durante a guerra contra o terrorismo, numa entrevista publicada pela revista Vanity Fair.
Na edição de Janeiro da revista, Prince anunciou que quer distanciar-se do grupo que criou em 1997 e que foi a maior empresa privada de segurança utilizada pelos Estados Unidos no Iraque.
Prince lamentou que democratas próximos da administração do presidente Barack Obama o tenham apresentado como um subcontratado dos serviços secretos norte-americanos (CIA) encarregue de cometer assassínios contra inimigos dos Estados Unidos, situação que desmente.
“Pus a minha empresa, bem como eu próprio, à disposição da CIA para missões muito arriscadas. Mas quando se tornou oportuno politicamente, alguém me atirou para o pântano”, disse Erik Prince.
“Não compreendo como um programa tão sensível pode ser objecto de fugas. E cúmulo dos cúmulos, denunciam-me?”, prosseguiu o responsável da Blackwater, grupo com sede na Carolina do Norte.
O departamento de Estado norte-americano rompeu as suas relações com a Blackwater após um tiroteio que envolveu vários agentes da empresa e provocou 17 mortos a 16 de Setembro de 2007 em Bagdad.
O grupo mudou de nome, sendo rebaptizado como Xe, depois de ter sido proibido em Janeiro de 2009 pelo governo iraquiano após este tiroteio.
Prince, 40 anos, indicou que, a partir de agora, pretende dedicar-se ao ensino.
“Vou ensinar no liceu. História e economia. Poderei mesmo tornar-me um professor de luta. O Indiana Jones também era professor”, declarou.




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