As obras que arrancaram no Jardim França Borges, no Príncipe Real, em Lisboa, em Novembro, provocaram inúmeros protestos de moradores que se insurgiram contra o abate de cerca de 50 árvores, 9 delas no interior do jardim. Como se pode ler na petição online, entretanto lançada por um grupo de cidadãos, "em folheto encontrado nas caixas de correio dos moradores da zona informa a CML que a "requalificação" do Jardim incidirá na substituição dos pavimentos, em acrescentar mais bancos e em cortar algumas árvores supostas doentes. Ora o que se está a verificar, duas semanas após o início da requalificação, é a descaracterização do antigo jardim romântico à inglesa, datado de 1869, cujo desenho se deve a João Francisco da Silva, tendo sido já, dia 23 de Novembro, cortadas algumas das árvores centenárias em torno do lago. Temos sérias dúvidas se essas árvores mereciam tal sorte pois não apresentavam sinais de doença nem muito menos de estarem sem vida. Seriam velhas mas não estavam doentes sem tratamento possível, longe disso. E eram belas, eram parte da alma do Jardim. Foram também cortadas meia dúzia das árvores relativamente novas e em perfeito estado de saúde que bordejavam o jardim no topo norte junto ao quiosque dos jornais. (...) Além do corte dessas árvores arrancaram os gradeamentos que estavam em perfeito estado e protegiam da incivilidade de muitos dos nossos concidadãos alguns dos canteiros. Serão repostos?
Por não sabermos que mais atentados se estão a preparar ao jardim os signatários exigem que a CML coloque a debate público o plano dito de requalificação do Jardim e pare imediatamente de tomar medidas irreversíveis como o abate das árvores acima referido."
Jorge Teixeira Pinto, um dos signatários da petição fez chegar ao i as fotografias aqui publicadas, chamando a atenção para a enorme e pesada máquina com lagartas - com cerca de 20 toneladas - que operou no jardim até 4ª feira para o arranque do pavimento,movimentando-se também junto ao lago central, por baixo do qual se encontra a abóbada da Patriacal.
Na 4ª feira, dia 2 de Dezembro, a petição somava já 1880 signatários.




Rating: 0.0
Actividade em ionline