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Primark. Loja provoca delírio na Amadora: zero feridos - vídeo

por Clara Silva, Publicado em 03 de Dezembro de 2009   
Com artigos que podem ir de um a 40 euros, a cadeia irlandesa com 40 anos abre hoje a segunda loja em Portugal. Desta vez no Porto
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A inauguração da Primark na Oxford Street, em Londres, acabou mal. A 5 de Abril de 2007, mais de 3 mil pessoas esperavam em fila, algumas desde as duas da manhã, pela abertura das portas da loja, que seria a primeira da cadeia irlandesa no centro de Londres. Para assinalar a abertura, todos os artigos custariam apenas uma libra, dizia-se. Mas era só um boato. Apesar dos esforços dos 50 seguranças para tentarem controlar a multidão sôfrega de preços baixos, as portas cederam e os primeiros da fila foram esmagados no meio de gritos histéricos e de uma correria desenfreada para os expositores de roupa. O momento ficou para a história no YouTube e fez alguns feridos, entre eles dois empregados da loja que acabaram no hospital.

Na Amadora, a inauguração da Primark no Dolce Vita Tejo foi bem mais discreta. A loja abriu as portas em Maio, ao mesmo tempo que o centro comercial de 122 mil metros quadrados - o maior de Portugal - e a confusão que faltou nesse dia está a ser compensada com o caos consumista do Natal. No fim-de-semana passado, a Primark, que reforçou o seu staff de 160 empregados para melhor se preparar para a época natalícia, foi invadida por centenas de pessoas. "O artigo mais caro da loja pode ser um casaco de 40 euros e o mais barato um par de luvas de lã a um euro", explica-nos José Luis Martinez, o responsável pela Primark na Península Ibérica. Está explicado o sucesso.

"Onde fica a Primark?" é a pergunta mais ouvida pelos seguranças do centro comercial ou por qualquer pessoa que carregue sacos brancos com letras azuis da marca fundada na Irlanda em 1969. Quarenta anos de preços de outlet em 193 lojas, espalhadas pelo Reino Unido, Espanha, Alemanha, Bélgica, Holanda, Irlanda (onde tem o nome de Penneyes) e Portugal, que a partir de hoje passa a ter duas lojas.

A nova Primark tem 3100 metros quadrados (menos 500 do que a loja na Amadora) distribuídos por dois andares no centro comercial Parque Nascente. "Era natural, depois do sucesso da loja de Lisboa, abrirmos outra no Porto", diz José Luis Martinez. Porto é como quem diz Gondomar. Os subúrbios continuam a ser os únicos sítios com grandes superfícies capazes de alojar a quantidade de roupa e tralha disponível na loja.

Há um pouco de tudo e para todos os gostos, é preciso é ter paciência para procurar: roupa para mulher, homem e criança e acessórios para a casa tão variados, como lençóis, toalhas de banho ou botijas de água quente. "Trabalhamos directamente com fornecedores em todo o mundo e procuramos aqueles que oferecem melhores condições de qualidade e preço", afirma o responsável a nível ibérico, justificando os preços tão atractivos.

Delírio na amadora No sábado passado, o caos instalou-se na Primark do Dolce Vita Tejo. Mas apesar de tudo, um caos controlável. As 22 caixas de pagamento estavam em funcionamento, mas mesmo assim a fila chegava até ao meio da enorme loja. "Abrimos uma nova caixa de pagamento na zona de Apoio ao Cliente", anuncia uma voz no altifalante, para tentar aliviar a loja da febre consumista. "Há dias em que o centro comercial está vazio e a Primark está cheia", diz-nos uma empregada.

Mistura étnica Os habitués da loja são variados - vêm ora dos bairros desfavorecidos das redondezas ora dos palcos das telenovelas, em busca de um vestido vistoso entre as pilhas de roupa. Vêem-se pessoas com sacos de compras quase a rebentar, como se elas próprias fossem abrir uma loja. "É possível que isso [a revenda] aconteça", diz José Luis Martinez. "É por isso que limitamos alguns artigos especiais, como pólos e camisas, a seis peças por pessoa."

Veja em baixo a confusão do primeiro dia da Primark em Londres.


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