A ministra da Saúde defendeu hoje a introdução da educação sexual nas escolas como uma forma de sensibilizar as crianças e os jovens para a prevenção do VIH para reduzir o crescimento de novos casos.
"A sexualidade é algo que faz parte da vida humana e deve ser falada nas escolas, com os professores, e em casa com os pais", disse hoje Ana Jorge, à margem da inauguração do Centro de Apoio Domiciliário e Aconselhamento Psicossocial da Abraço no Porto.
Ana Jorge considerou prioritário reforçar a prevenção primária da infecção VIH, realçando que "no dia em que deixe de ser tabu falar da sida, as pessoas ficam mais atentas e aderem mais ao processo de prevenção primária".
Em declarações aos jornalistas, a ministra da Saúde lamentou que "falar da sida continue a ser um tabu", referindo os protocolos que existem com o ministério da Educação para "envolver os professores e os alunos a vários níveis de ensino, chamando a atenção para a prevenção primária".
"Temos que intensificar esse trabalho de acções concertadas para sensibilizar as crianças e os jovens", acrescentou.
Para Ana Jorge, "Portugal tem vindo a ter uma grande evolução do problema, mas ainda há muito trabalho a fazer", considerando que a redução da taxa de mortalidade levou à desvalorização dos riscos.
"Hoje, morre-se menos mas não se pode descuidar a prevenção primária. O facto de a sida ser uma doença crónica levou a que muitas pessoas com comportamentos de risco a desvalorizem e não se protejam", defendeu.
Ana Jorge falava à margem da inauguração do Centro de Apoio Domiciliário e Aconselhamento Psicossocial da Abraço no Porto, um espaço com o objectivo de responder às necessidades dos utentes do Grande Porto.
Em declarações à Agência Lusa, a presidente da Abraço, Margarida Martins, afirmou que este novo centro (nas instalações do ex-centro de saúde de Aldoar), funcionará em paralelo com o Centro de Apoio de Gaia e com a Casa de Acolhimento do Porto.
As instalações, que foram cedidas pela Câmara do Porto, destinam-se a apoiar todos os seropositivos e suas famílias.
Neste centro, disse Margarida Martins, vai ser possível dar apoio de emergência social, distribuir alimentos, encaminhar doentes, entre outros serviços.




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