Se fosse confrontado com a mesma situação, “não hesitaria em tomar a mesma decisão” de nacionalizar o BPN, disse hoje o ministro das Finanças. Teixeira dos Santos não tem dúvidas de que esta decisão terá custos, mas assegura que não está em condições de avançar uma estimativa. Uma certeza Teixeira dos Santos deixou na comissão parlamentar de assuntos económicos: a nacionalização terá custos inferiores à decisão de deixar cair o banco durante a crise de liquidez do ano passado. O diz que a insolvência do BPN poderia ter um efeito sistémico sobre a banca nacional. Se atingisse 10% das contas dos depositantes portugueses, a factura poderia chegar aos 15 mil milhões de euros.
Teixeira dos Santos foi chamado pelo CDS que qur saber quanto vai custar a nacionalização do banco agora que o Estado vai privatizar o BPN.
O limite máximo da perda do Estado no BPN será de 1800 milhões
O limite de referência para o custo da nacionalização do BPN é a situação líquida negativa de 1800 a 2000 milhões de euros registada no final de 2008. Esta será a magnitude máxima, disse o ministro das Finanças. "Temos de diminuir este diferencial."
A recuperação de imparidades, que depende dos mercados financeiros, e a adopção de estratégias para maximizar essa recuperação é agora o desafio. Mas Teixeira dos Santos admite que recuperação do valor dos activos não será conseguida apenas em 2010. É um processo mais longo. A dimensão do custo também vai depender das ofertas dos concorrentes à privatização".




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