PS e PSD chumbam proposta: reforma com 40 anos de descontos não é viável

Publicado em 26 de Novembro de 2009   
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"Com estas propostas, a ruptura da Segurança Social não era para daqui a uns anos, era no próximo Orçamento do Estado", disse ontem a deputada socialista Sónia Fertuzinhos num debate no Parlamento. Esta posição, adoptada face as propostas do Bloco de Esquerda e do PCP, que prevêem o acesso à reforma sem penalizações de todos os trabalhadores que tenham 40 anos de trabalho e descontos para a Segurança Social, independentemente da idade, antecipa a inviabilização de uma medida que iria beneficiar 84 mil pensionistas.
O PSD também já disse que vai votar contra. Como explicou Adão Silva, "em tempos normais é uma injustiça que um cidadão que tenha 40 anos de trabalho não tenha direito a uma pensão completa. Só que vivemos tempos invulgares", referindo-se à crise económica.
Segundo o PS, a aprovação da proposta implicaria que "nos próximos cinco anos teríamos anualmente a despesa de mil milhões de euros". "Só defende um sistema público de segurança social quem garante a sua sustentabilidade". Segundo a notícia avançada hoje pelo “Diário de Notícias”, “a introdução do factor de sustentabilidade implica, na prática, um aumento da idade da reforma”. “A fórmula prevê sucessivos cortes à medida que aumenta a esperança média de vida (este ano a penalização é de 1,32%). A alternativa é trabalhar mais tempo, além dos 65 anos”, acrescenta o jornal.
"Achamos no mínimo estranhas as contas que apresentou", reagiu o deputado do PCP Jorge Machado, sublinhando ainda que isto "Isto implica um acréscimo de 12 mil euros por pessoa, por ano”. “Qual é a reforma que implica este acréscimo quando estamos a falar de pensões absolutamente miseráveis?", questionou Sónia Fertuzinhos.


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