Escrever sobre livros no i

por Hélder Beja e Tiago Guerreiro da Silva, Publicado em 07 de Maio de 2009   
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Estive ontem a testar o iRepórter e escrevi umas linhas sobre "A Solidão dos Números Primos" (Bertrand). Qualquer leitor pode fazer o mesmo. Deixo abaixo o comentário breve ao livro.

Os físicos também sabem escrever
"A Solidão dos Números Primos" (Bertrand), de Paolo Giordano, não é um livro essencial. Insere-se talvez naquela camada de títulos que nos chegam pela força incrível da máquina editorial e, neste caso, também porque foi premiado.

Paolo Giordano, físico de 26 anos, venceu o Prémio Strega, importante galardão italiano já entregue a rapazes como Umberto Eco (1981). E é isto que deve assinalar-se: a idade de Giordano e o facto de "A Solidão dos Números Primos" ser a sua primeira obra.

No restante, é um romance estruturalmente arrojado, já que abdica da narrativa linear, saltitando entre histórias. E a narrativa é uma janela para a infância e adolescência e para como as relações pais-filhos são tão importantes nessas idades.

Às vezes brutal (pela força), sempre inteligente, a escrita de Giordano é limpa e corre bem. "A Solidão dos Números Primos" é um bom livro de um autor interessante, mas não ao ponto de merecer vénia exagerada. Isso poucos merecem, ao contrário do que por vezes nos tentam fazer crer as legiões de estrelas de alguma crítica.

*Ficam também os primeiros agradecimentos ao Húmus, Blogtailors, Ler e Cadeirão Voltaire pelas referências ao ContraCapas.

Hélder Beja



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