A associação Lisboa e Tejo e Tudo reconheceu hoje que a autarquia está a fazer “um esforço grande para minimizar os problemas” decorrentes da ampliação do terminal de Alcântara mas sublinhou que se mantém “totalmente contra” o projecto.
O presidente da Câmara de Lisboa, António Costa (PS), anunciou, hoje à tarde, ter chegado a acordo com a Administração do Porto de Lisboa e a concessionária Liscont quanto à “compatibilização” da expansão do terminal e “o aumento da área de espaço público para fruição”
Segundo o autarca, será criada uma praça em frente à fachada da Gare Marítima de Alcântara, o terminal terá a altura máxima de cinco contentores empilhados, ocorrerá uma “re-naturalização do Vale de Alcântara” e o escoamento de mercadorias será feito de comboio e barcaças para não aumentar o tráfego rodoviário.
Para a Lisboa e Tejo e Tudo, as medidas são motivo de “satisfação” e um avanço face ao projecto original mas estão longe de eliminar as suas preocupações.
“Congratulamo-nos com a posição da Câmara, que está a fazer um esforço grande para minimizar os problemas mas são coisas mínimas. Se a obra for para a frente, ainda bem que se está a melhorar mas é muito pouco”, disse à Lusa Frederico Collares Pereira, um dos fundadores da associação, liderada por Miguel Sousa Tavares.
“De qualquer forma, continuamos totalmente contra esta ampliação”, defendeu.
O representante explicou que, além de contestar a própria intervenção física, a associação quer ver revogado o decreto-lei que sustenta o prolongamento da concessão do terminal à Liscont até 2042, sem que tenha havido um concurso público.
“Foi negociado sem a Câmara, que não consegue resolver um problema que não é dela. Mas vamos continuar a agir pela nossa causa”, referiu Frederico Pereira.




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