Cerca de meia centena de clientes do Banco Português de Negócios (BPN), concentrados desde manhã na agência do Capitólio, no Porto, recusa-se a sair do banco sem obter da administração garantias da devolução dos seus depósitos. "Os funcionários já nos deram ordem de saída, porque fecham às 15:00, mas as pessoas não saem sem uma garantia da administração", disse à agência Lusa o presidente da Associação Nacional de Defesa dos Direitos dos Clientes do BPN, que se encontra no local e aguarda "a todo o momento" uma resposta dos responsáveis do banco. Segundo António Henriques, "a situação é muito complicada", porque "os ânimos estão a ficar um bocado exaltados": "As pessoas já perderam a paciência e tudo pode acontecer", admitiu.
Em causa estão clientes que, "a convite de gerentes e directores" do banco, dizem ter aplicado dinheiro em papel comercial da SLN Valor, depois de lhes ter sido garantido que era "um produto com garantia real, igual a um depósito a prazo, sem risco e com melhores juros".
De acordo com António Henriques, houve "pessoas que nem foram esclarecidas" e "algumas que nem assinaram documentos", tendo o seu dinheiro sido "tirado de uma conta para a outra" após um contacto telefónico.
Apesar de as aplicações em causa terem vencido em Agosto passado, os clientes afectados ainda não conseguiram reaver os montantes depositados.
No total, a associação estima que sejam pelo menos 2.000 os clientes que exigem a devolução de um total de 200 milhões de euros depositados no BPN "com garantia real".




Rating: 0.0
Actividade em ionline