O comandante da fragata Corte-Real expressou hoje o “imenso orgulho” da guarnição inteira pela distinção atribuída pela organização Marítima Internacional devido à sua participação na repressão da pirataria ao largo da Somália.
“É uma satisfação enorme para mim e para a minha guarnição”, declarou o capitão-de mar-e-guerra Gonçalves Alexandre à agência Lusa em Londres, onde se deslocou para receber o prémio, ver o “reconhecimento do nosso esforço”.
A Corte-Real tem uma guarnição de 192 militares - 22 oficiais, 45 sargentos e 125 praças, e operou no golfo de Adém e na costa da Somália no Verão passado, comandando a frota naval permanente da NAT (SNMG1).
Durante esse período impediu vários ataques de piratas e auxiliou embarcações internacionais na navegação daquelas águas, das quais Gonçalves Alexandre destacou “duas acções concretas”.
“Conseguimos evitar o sequestro de dois navios mercantes”, contou, um com pavilhão das Bahamas e outro de Singapura.
A distinção foi recebida em conjunto com o embaixador de Portugal no Reino Unido, António Santana Carlos, que representou o governo português enquanto membro da IMO.
Segundo o presidente da IMO, a agência das Nações Unidas responsável pela protecção e segurança dos transportes marítimos e a prevenção da poluição marítima, encontram-se actualmente sequestrados 10 navios e 236 tripulantes.
A intervenção de vários países na operação de combate à pirataria no Corno de África “foi um dos melhores exemplos de cooperação internacional jamais demostrada”.
Na cerimónia foram distinguidas guarnições de navios de outros países.
Os prémios de bravura excepcional foram para Maurice e Sophie Conti, um casal de norte-americanos que salvaram três tripulantes do iate Trimella, e Abram Heller, da guarda costeira norte-americana, pelo papel no socorro de cinco tripulantes de um barco.




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