O juiz de instrução criminal determinou hoje manter em prisão domiciliária o antigo presidente do Banco Português de Negócios Oliveira e Costa, que sábado foi acusado de sete crimes no âmbito do "caso BPN", revelou à Lusa fonte judicial.
Segundo a mesma fonte, a decisão de manter o banqueiro com obrigação de permanência na residência (prisão domiciliária) foi tomada ao princípio da tarde de hoje pelo juiz Carlos Alexandre, do Tribunal Central de Instrução Criminal (TCIC).
Oliveira e Costa, adiantou a mesma fonte, foi acusado de abuso de confiança, burla qualificada, falsificação de documentos, branqueamento de capitais, infidelidade (crime contra o património), aquisição ilícita de acções e fraude fiscal qualificada.
Após a acusação do Ministério Público, a defesa do ex-banqueiro tem agora 20 dias, a partir da data de notificação, para requerer a abertura de instrução, contestando os crimes de que é acusado.
Oliveira e Costa está sujeito a prisão domiciliária desde 21 de Julho deste ano, tendo sido detido a 21 de Novembro de 2008. Na semana passada, a directora do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) Cândida Almeida esclareceu que este é apenas um dos 10 processos que integram o "dossier BPN".
Desde que o Banco Português de Negócios (BPN) foi nacionalizado, o Estado já teve de injectar mais de três mil milhões de euros para cobrir o "buraco financeiro" deixado naquele banco pela equipa de Oliveira e Costa.
Também o ex-conselheiro de Estado e antigo administrador do BPN Dias Loureiro é arguido num processo autónomo, no qual Oliveira e Costa é igualmente arguido.




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