Reino Unido
Cumbria. Recuperação ameaçada por mais chuva
por Sandra Pereira, Publicado em 23 de Novembro de 2009
Cheias causaram dois mortos e milhares de estragos. Gordon Brown prometeu ajudar zonas afectadas
O nível das águas já começava a descer ao início da tarde de ontem no noroeste da Inglaterra, mas as notícias permaneciam pouco animadoras. No condado de Cumbria, as chuvas torrenciais inundaram dezenas de localidades, causaram pelo menos dois mortos e centenas de refugiados, além de terem danificado mais de um milhar de casas. Para os próximos dias, a meteorologia prevê mais chuva, temendo-se que comprometa os esforços de recuperação.
Um canoísta foi ontem a segunda vítima das cheias, após ser resgatado sem vida do rio Dart, em Devon, enquanto uma mulher continuava desaparecida, no sul de Gales. No sudoeste e norte de Inglaterra, Escócia e País de Gales estiveram accionados 22 alertas de inundações. As chuvas mais abundantes dos últimos mil anos levaram o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, a Cumbria para mostrar solidariedade às vítimas e homenagear o polícia que morreu sexta-feira, arrastado pelas águas enquanto atravessava uma ponte em Workington. O município garantiu que a ponte tinha sido inspeccionada em Julho, mas o acidente e o colapso de seis pontes levou à abertura de um processo de revisão urgente da segurança das 1800 pontes que existem no condado.
Cockermouth foi a mais atingida pelo mau tempo: o nível das águas ultrapassou dois metros e meio de altura, obrigando à evacuação do centro da cidade com a ajuda de helicópteros do exército. A Associação Britânica de Seguradoras estima que os estragos causados pelas cheias em Cumbria e no sul da Escócia custem mais de 111 milhões de euros. Brown prometeu juntar mais um milhão ao fundo de recuperação para o condado de Cumbria.
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