O Estoril Open teve portugueses de sábado a quarta-feira mas, apesar de parecerem muitos dias, nenhum dos tenistas portugueses conseguiu ultrapassar a primeira ronda. Dos mais famosos como Frederico Gil e Michelle Larcher de Brito aos mais incógnitos como Maria João Koehler, ninguém resistiu.
A euforia que se criou em Portugal em redor do ténis merecia mais, mas a verdade é que a tendências das 19 edições anteriores foi semelhante. Hoje, o último resistente, que neste caso significa apenas que foi o último a entrar em campo. O duelo entre Gil e Blake foi uma surpresa inesperada para a organização porque estavam frente a frente a figura querida do público português e o principal estreante na prova, dono de uma história de vida notável em todos os campos.
Ainda assim, mesmo sem portugueses a partir da primeira ronda, os primeiros dias tiveram mais do que motivos para João Lagos sentir que ia ser uma edição de sucesso. Ao rejeitar o wild card atribuído pela organização do torneio, Michelle Larcher de Brito garantiu que os dois primeiros dias da prova, quase que unicamente dedicados à fase de qualificação, tivessem motivos de interesse. Se a partida contra a japonesa Fugiwara foi difícil, a maratona contra a romena de Dulgheru proporcionou momentos de loucura nas bancadas, com os adeptos a sentirem cada grito da tenista portuguesa como se estivessem em campo.
Agora, já sem portugueses, o Estoril Open entra numa fase a doer e ainda com alguns dos nomes que Lagos escolheu para principais cabeças-de-série. Iveta Benesova, David Ferrer e David Nalbandian podem ter ido fazer companhia aos portugueses, mas Maria Kirilenko e James Blake, por exemplo, têm muito para dar a quem quiser dar umas horas para se deslocar ao Jamor.




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