Em entrevista à RTP, o ministro de Estado e das Finanças nega um descontrolo do défice orçamental e da despesa, após ter aprovado uma proposta para proceder a uma segunda alteração no Orçamento de Estado para 2009.
Confrontado com as declarações de Janeiro deste ano em que previa um défice de 3%, Teixeira dos Santos justificou que “houve um agravamento excepcional do défice” para 8%, causado por uma crise financeira "sem precedentes" e que afectou todos os países.
Teixeira dos Santos voltou a admitir uma queda da receita fiscal mais acentuada do que o previsto. “Esta crise fez baixar os lucros”, frisou. “A economia contraiu-se e perdeu receita, mas quando a economia recuperar vai voltar a crescer”, acrescentou o ministro.
Teixeira dos Santos negou ainda que os novos investimentos programados para o próximo ano, como o TGV e o novo aeroporto, agravem o défice. "Temos de manter o défice controlado", assegurou.
Sobre a decisão de reprivatizar a totalidade do capital social do BPN, o ministro garantiu que “todo o dinheiro injectado no banco será recuperado”.




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